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DataFolha - Bolsonaro tem 59% dos votos válidos e Haddad, 41%

O Datafolha divulgou nesta quinta (18) o resultado da mais recente pesquisa do instituto sobre o 2º turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado nesta e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes: Jair Bolsonaro (PSL) alcança 59% e Fernando Haddad (PT), 41%. No levantamento anterior, Bolsonaro tinha 58% e Haddad, 42%.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos totais

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes: Jair Bolsonaro (PSL): 50%; Fernando Haddad (PT): 35%; Em branco/nulo/nenhum: 10% e Não sabe: 5%

Rejeição

O Datafolha também levantou a rejeição dos candidatos. O instituto perguntou: “E entre estes candidatos a presidente, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”. Os resultados foram, para Jair Bolsonaro: votaria com certeza – 48%; talvez votasse – 10%; não votaria de jeito nenhum – 41% e não sabe – 1%. Para Fernando Haddad, os números são: votaria com certeza – 33%; talvez votasse – 12%, não votaria de jeito nenhum – 54% e não sabe – 1%.

Sobre a decisão do voto estão totalmente decididos a votar em Bolsonaro somam 95%. O voto ainda pode mudar - 5% e não sabe - 0%. para Haddad, estão totalmente decididos a votar nele 89%; seu voto ainda pode mudar - 10% e não sabe - 0%.

Branco/nulo/nenhum

Está totalmente decidido a votar em Branco/nulo/nenhum soma 74%; voto ainda pode mudar - 25% e não sabe - 1%.

Com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o Datafolha entrevistou 9.137 eleitores em 341 municípios nos dias 17 e 18 de outubro. A pesquisa tem registro no TSE (BR-07528/2018) e nível de confiança de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

TV Globo e "Folha de S.Paulo" são os contratantes da pesquisa.

Paraná Pesquisas: Bolsonaro tem 60,9%; Haddad, 39,1%

O candidato ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, lidera a corrida presidencial do 2º turno. É o que mostra levantamento feito Paraná Pesquisas e pela Revista Crusoé e divulgado nesta 4ª feira (17.out.2018). A pesquisa foi contratada empresa de consultoria financeira Empiricus Research Publicações Ltda.

Bolsonaro tem 60,9% das intenções de voto, enquanto seu adversário, Fernando Haddad (PT), aparece com 39,1%. Os números se referem a votos válidos, sem considerar brancos, nulos e indecisos.

Eis os resultados:

No cenário em que são computados as intenções de voto totais, Bolsonaro tem 52,9% e Haddad tem 33,9%. Os indecisos correspondem a 3,8% dos entrevistados, já aqueles que irão votar em branco ou não escolheram nenhum dos candidatos equivalem 9,4%.

A pesquisa (íntegra) foi realizada entre os dias 14 e 17 de outubro de 2018, em 162 municípios brasileiros. O estudo ouviu 2080 eleitores. A margem de erro é de 2 p.p e a confiança é de 95%. O registro no TSE é n.o BR-04446/2018.

POTENCIAL DE VOTO

A pesquisa também perguntou quem votaria com certeza em seu candidato. Os eleitores de Bolsonaro estão mais consolidados do que os de Haddad. Dentre os entrevistados, 44,8% estão decididos a votar em Bolsonaro e 26,5% tem certeza que irão escolher Haddad no 2º turno.

De acordo com o levantamento, 55,2% dos eleitores não votaria de jeito nenhum em Haddad ao mesmo tempo que Bolsonaro tem 38% de rejeição.

PF indicia Temer e mais dez no inquérito dos portos

Em relatório conclusivo apresentado nesta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer e outras dez pessoas pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todas são investigadas no inquérito que apura se empresas pagaram propina em troca de um decreto sobre portos – que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos – assinado pelo presidente.

Os indiciamentos são contra Temer, o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, os empresários Antônio Celso Grecco, Ricardo Mesquita e Gonçalo Torrealba, além do coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal de Temer, e da esposa do militar, Maria Rita Fratezi, do sócio do coronel, Carlos Alberto Costa, e do filho dele, Carlos Alberto Costa Filho, do contador Almir Martins Ferreira e da filha de Temer, Maristela de Toledo Temer Lulia.

Além dos indiciamentos, os investigadores solicitaram que os bens deles sejam bloqueados. A Polícia Federal também pediu a prisão preventiva do coronel Lima e de sua mulher, de Carlos Alberto Costa e do contador. Por ordem do ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito dos portos no STF, todos os quatro estão proibidos de deixar o país.

Segundo a Polícia Federal, as investigações envolveram provas como colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais e informações do Tribunal de Contas da União (TCU). Os investigadores apuraram ainda o pagamento de propinas em espécie, propinas camufladas como doações eleitorais,  pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas e empresas, além da atuação de companhias de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços.

O processo foi agora remetido à procuradoria-geral da República para que o Ministério Público decida se oferece ou não denúncia contra os suspeitos. Conforme revelou VEJA, o coronel Lima é investigado pela Polícia Federal como suspeito de captar dinheiro clandestinamente em nome do presidente Michel Temer. Em março, VEJA teve acesso a uma mensagem do empresário Celso Grecco em que ele confirma que foi, de fato, beneficiado com a edição do decreto dos portos – versão sempre desmentida pelo presidente Temer. Em e-mail enviado a funcionários e advogados da empresa em 16 de maio de 2017, seis dias depois da edição do texto sobre portos, Grecco comemora: “Consideramos que o novo decreto é valioso no que diz respeito à reivindicação de reequilíbrio econômico do Terminal Pérola”. A Rodrimar é uma das donas do Terminal Pérola, que apresentou um pedido de reequilíbrio contratual ao Ministério dos Transportes.

Em março deste ano, a Polícia Federal havia prendido, entre outros, o empresário Antonio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa suspeita de distribuir propina a assessores presidenciais em retribuição à edição do decreto. Na ocasião, houve ainda ordem de prisão contra quatro acionistas do Grupo Libra, entre eles Gonçalo Torrealba, indiciado agora pelos investigadores.

Pesquisa BTG/FSB - Bolsonaro 59% - Haddad 41%

PesquisaBTG/FSB de intenção de votos para o segundo turno das eleições presidenciais de 2018 mostra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na liderança, com 59%. Fernando Haddad, do PT, tem 41%. Os números correspondem aos votos válidos no cenário estimulado, no qual o nome dos candidatos é citado na hora do questionário.

Os votos válidos são calculados com base na soma de intenção de votos recebidas por todos os candidatos juntos, descontando-se os percentuais de “Branco”, “Nulo”, “Ninguém/Nenhum”, “Não Sabe” e “Não Respondeu”.

Metodologia

As entrevistas feitas pelo Instituto FSB Pesquisa foram feitas por telefone, nos dias 13 e 14 de outubro de 2018, com 2.000 eleitores a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Ibope: Bolsonaro vai a 32%; Haddad tem 23%

O Ibope divulgou nesta quarta-feira, 3, novos números de intenção de voto para a disputa pela Presidência da República em 2018. A quatro dias da votação do primeiro turno, a pesquisa mostra que o candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, se mantém na liderança na corrida presidencial. Ele chegou a 32% da preferência do eleitorado, oscilação de 1 ponto porcentual em relação ao último levantamento, divulgado na segunda-feira 1º. O segundo colocado, Fernando Haddad (PT), passou de 21% para 23%.

As variações de Bolsonaro e Haddad se deram dentro da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. A diferença entre ambos, que era de 10 pontos, caiu para 9 pontos porcentuais.

Ciro Gomes (PDT), com 10% na nova pesquisa, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 7%, continuam empatados tecnicamente em terceiro lugar dentro da margem de erro. No Ibope anterior, Ciro tinha 11% e Alckmin, 8%. Marina Silva, se manteve com 4%.

João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles têm 2% cada na pesquisa de hoje; Alvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota), 1% cada um; Guilherme Boulos (PSOL), Vera Lúcia (PSTU), José Maria Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuaram. Brancos e nulos somam 11% e indecisos, 6%.

Encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e a TV Globo, a nova pesquisa Ibope ouviu 3010 eleitores entre os dias 1º e 2 de outubro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08245/2018. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Rejeição aos presidenciáveis

O Ibope desta quarta também traz os índices de rejeição aos candidatos à Presidência. Neste quesito, o instituto de pesquisas pergunta aos eleitores em qual presidenciável eles não votariam de jeito nenhum. A soma dos valores ultrapassa 100% porque os entrevistados podem indicar mais de um candidato.

O mais rejeitado continua sendo Jair Bolsonaro, cuja taxa variou de 44% para 42%; seguido por Fernando Haddad, cuja rejeição oscilou de 38% para 37%; Marina Silva, de 25% para 23%; Geraldo Alckmin, de 19% para 17; e Ciro Gomes, de 18% para 16%.

Para Henrique Meirelles o índice é de 10%; Cabo Daciolo tem 9%; José Maria Eymael, 8%; Guilherme Boulos, 8%; Alvaro Dias, 8%; Vera Lúcia, 8%; João Amoêdo, 7%; e João Goulart Filho, 6%.

Responderam que poderiam votar em todos 3%, enquanto 7% não souberam responder.

Médico veta participação de Bolsonaro em debate da Globo

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, não irá participar do debate da TV Globo, marcado para esta quinta-feira, dia (4). A informação foi confirmada por assessores próximos ao presidenciável.

O cirurgião Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, que cuidou de Bolsonaro, durante sua internação no Hospital Albert Einstein, após o ataque a facas sofrido em setembro, visitou o candidato, em sua casa no Rio de Janeiro na manhã desta quarta.

Segundo o médio, a participação do candidato no debate não é recomendável pelo nível de estresse que poderia ter reflexos no seu quadro de saúde.

Os filhos e a mulher de Bolsonaro também eram contra a participação do candidato no confronto. Politicamente, as últimas pesquisas, que mostraram o aumento de sua a vantagem em relação ao segundo colocado, Fernando Haddad (PT), também contribuíram para a avaliação de que o comparecimento ao programa da TV Globo seria desnecessário.

O candidato do PSL tem focado em impulsionar suas redes sociais e gravar “lives” (transmissões ao vivo via Facebook) para ganhar mais eleitores.

O presidente do partido, Gustavo Bebianno, também era contra a participação do candidato. O único que ainda pensava em ir seria o próprio Jair Bolsonaro.

Palocci: Campanhas do PT de 2010 e 2014 custaram R$ 1,4 bi

O juiz federal Sergio Moro retirou o sigilo de parte do acordo de delação do ex-ministro Antonio Palocci no âmbito da Operação Lava Jato nesta segunda-feira (1º).

Na delação, Palocci disse que:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Paulo Roberto Costa para a Petrobras com o objetivo de "garantir ilicitudes" na estatal

Lula usou o pré-sal para conseguir dinheiro para campanhas do PT

As duas campanhas de Dilma Rousseff para a Presidência custaram R$ 1,4 bilhão, mais do que foi declarado à Justiça Eleitoral

O MDB "exigiu" de Lula a diretoria Internacional da Petrobras e chegou a travar votações no Congresso para fazer pressão

Pelo menos 900 das mil medidas provisórias editadas nos quatro governos do PT envolveram propinas.

A defesa do ex-presidente Lula afirmou que a decisão de Moro "apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula" e que o juiz tem "o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados" (veja íntegra da nota mais abaixo).

O acordo de Palocci foi firmado com a Polícia Federal no fim de abril e homologado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

No termo de delação, o ex-ministro se comprometeu a pagar R$ 37,5 milhões como indenização pelos danos penais, cíveis, fiscais e administrativos dos atos que praticou. Na decisão de homologação, o desembargador João Pedro Gebran Neto afirma que "não cabe, neste momento inicial, o exame detido do conteúdo das declarações até então prestadas".

Palocci está preso desde 2016 e tem uma condenação a 12 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Anteriormente, Palocci tinha tentado fechar um acordo com o Ministério Público Federal (MPF), mas sem sucesso.

Indicação de Paulo Roberto Costa

Segundo a delação de Palocci, Lula indicou Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras para "garantir espaço para ilicitudes".

O ex-ministro afirmou que a Odebrecht entrou em conflito com Rogerio Manso, então Diretor de Abastecimento da estatal, por não encontrar espaço para negociar o preço da nafta – um derivado do petróleo – para a Braskem, empresa controlada pelo grupo.

Segundo ele, a Odebrecht se alinhou ao PP, porque o partido estava apoiando fortemente o governo e não encontrava espaço em ministérios e nas estatais, e passou a tentar derrubar Manso. Foi aí que, conforme Palocci, Lula agiu indicando Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento.

"Luiz Inácio Lula da Silva decidiu resolver ambos os problemas indicando Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento; que isso também visava garantir espaço para ilicitudes, como atos de corrupção, pois atendia tanto a interesses empresarias quanto partidários; que, assim, nas diretorias de Serviço e Abastecimento houve grandes operações de investimentos e, simultaneamente, operações ilícitas de abastecimento financeiro dos partidos políticos", diz trecho da delação.

Paulo Roberto Costa é o primeiro delator da Lava Jato e foi condenado em vários processos da operação por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Devido ao acordo, ele cumpre pena em regime aberto e retirou a tornozeleira eletrônica em novembro de 2016.

Costa virou diretor da Petrobras em 2004, por indicação do ex-deputado federal José Janene (PP), morto em 2010. Ele permaneceu no cargo até 2012, quando pediu demissão e abriu uma empresa de consultoria.

Pré-sal e eleição de Dilma

Palocci afirmou à Polícia Federal que havia "um interesse social e um interesse corrupto com a nacionalização e desenvolvimento do projeto do pré-sal".

O ex-ministro relatou uma reunião que teria ocorrido no início de 2010, na biblioteca do Palácio do Alvorada, com Lula - na época presidente do país -, Dilma Rousseff e José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras.

Segundo Palocci, nesta reunião, Lula "foi expresso ao solicitar do então presidente da Petrobras que encomendasse a construção de 40 sondas para garantir o futuro político do país e do Partido dos Trabalhadores com a eleição de Dilma Rousseff, produzindo-se os navios para exploração do pré-sal e recursos para a campanha que se aproximava".

Lula teria afirmado, nesta reunião, que caberia a Palocci gerenciar os recursos ilícitos.

O ex-ministro disse ainda que empresas de marketing e propaganda ligadas ao então gerente-executivo de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa, destinavam 3% dos contratos ao PT pelo tesoureiros.

Íntegra da nota da defesa de Lula:

"A conduta adotada hoje pelo juiz Sérgio Moro na Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula.

Moro juntou ao processo, por iniciativa própria ('de ofício'), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais.

Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena - 2/3 com a possibilidade de 'perdão judicial' - e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias."

Contas eleitorais

Palocci afirmou que as campanhas para eleição e reeleição de Dilma custaram valores que são maiores que os apresentados pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-ministro diz na delação que a campanha de 2010 gastou R$ 600 milhões, mas o declarado à Justiça Eleitoral foi R$ 153,09 milhões.

Já em 2014, Palocci afirma que foram gastos R$ 800 milhões na campanha que reelegeu Dilma. Na declaração apresentada ao TSE, está registrado gasto de R$ 350 milhões.

Na delação, Palocci diz que empresários contribuíam esperando benefícios em troca. "Ninguém dá dinheiro para campanha esperando relações triviais com o governo", afirmou, segundo o documento.

O ex-ministro declarou ainda na delação que mesmo doações registradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem ser irregulares, "bastando que sua origem seja ilícita". Palocci afirma que as "prestações regulares registradas no TSE são perfeitas do ponto de vista formal, mas acumulam ilicitudes em quase todos os recursos recebidos".

PMDB

Palocci afirmou que o PMDB (atual MDB) "exigiu" de Lula a diretoria Internacional da Petrobras. "(...) O então deputado Fernando Diniz, líder da bancada do PMDB mineiro, com apoio de Henrique Alves, Eduardo Cunha e Michel Temer conseguem fazer Luiz Inácio Lula da Silva nomear Jorge Zelada para a diretoria", afirma o documento.

Segundo o ex-ministro, Zelada assinou, em nome do MDB, um contrato que renderia US$ 40 milhões em propina.

"(...) O PMDB, ao ocupar a Diretoria Internacional, tratou de promover a celebração de um contrato de SMS na área internacional com a Odebrecht com larga margem para propina, a qual alcançava cerca de 5% do valor total de US$ 800 milhões, ou seja, US$ 40 milhões; que o contrato, tamanha a ilicitude revestida nele, teve logo seu valor revisado e reduzido de 800 para 300 milhões".

O delator cita que, para conseguir a diretoria, o PMDB fez pressão, "com episódios de trancamento de pauta do Congresso, por exemplo".

A prisão

Preso desde setembro de 2016, Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-ministro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

O juiz Sérgio Moro entendeu que o ex-ministro negociou propinas com a Odebrecht, que foi beneficiada em contratos com a Petrobras.

Neste mês de abril, por 7 votos a 4, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram manter na cadeia o ex-ministro.

Palocci responde a mais uma ação penal na 13ª Vara de Curitiba.

Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo que apura a compra de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP) e de um terreno onde seria construída uma nova sede para o Instituto Lula em São Paulo.

Depoimentos a Moro                  

Em abril de 2017, ao ser interrogado pelo juiz Sérgio Moro, Palocci se colocou à disposição para apresentar "fatos com nomes, endereços e operações realizadas" que, de acordo com o ex-ministro à época, devem render mais um ano de trabalho para a força-tarefa da Lava Jato.

Em setembro, Antonio Palocci afirmou para o Moro que o ex-presidente Lula tinha um "pacto de sangue" com Emilio Odebrecht que envolvia um "pacote de propina".

Na ocasião, o ex-ministro afirmou que as propinas foram pagas pela Odebrecht para agentes públicos "em forma de doação de campanha, em forma de benefícios pessoais, de caixa um, caixa dois".

Palocci admitiu ser o Italiano - codinome usado pelo setor de propina da Odebrecht em uma planilha de vantagens indevidas.

O ex-ministro disse também que "em algumas oportunidades" se reuniu com Lula "no sentido de criar obstáculos para a Lava Jato".

À época, aos advogados que representam o ex-presidente Lula afirmaram que Palocci fez "acusações falsas e sem provas".

Ibope: Bolsonaro, 31%; Haddad, 21%; Ciro, 11%; Alckmin, 8%; Marina, 4%

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (1º) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores entre sábado (29) e domingo (30).

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

- Jair Bolsonaro (PSL): 31%

- Fernando Haddad (PT): 21%

- Ciro Gomes (PDT): 11%

- Geraldo Alckmin (PSDB): 8%

- Marina Silva (Rede): 4%

- João Amoêdo (Novo): 3%

- Alvaro Dias (Podemos): 2%

- Henrique Meirelles (MDB): 2%

- Cabo Daciolo (Patriota): 1%

- Guilherme Boulos (PSOL): 0%

- Vera Lúcia (PSTU): 0%

- Eymael (DC): 0%

- João Goulart Filho (PPL): -

- Branco/nulos: 12%

- Não sabe/não respondeu: 5%

Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na quarta-feira (26):

Bolsonaro passou de 27% para 31%;

Haddad se manteve com 21%;

Ciro oscilou de 12% para 11%;

Alckmin se manteve com 8%;

Marina foi de 6% para 4%;

Os indecisos foram de 7% para 5% e os brancos ou nulos, de 11% para 12%.

‘Não faço ideia de como surgiu essa história’, diz ex-mulher de Bolsonaro

Ana Cristina Valle nega versão de documento do Itamaraty segundo a qual teria relatado ameaça de Bolsonaro

A advogada Ana Cristina Valle, de 51 anos, ex-mulher do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, negou nesta quarta-feira, 26, ter acusado o ex-marido de ameaçá-la de morte, como consta de um documento interno do Itamaraty. “Numa separação sempre há tensões, mas jamais falei aquilo, nem meu (atual) marido falou. Não faço ideia de como surgiu essa história”, disse ela em sua casa, em Resende, no sul fluminense.

Mãe de dois filhos, um deles com Bolsonaro, avó de uma menina e atuante nos bastidores da política há 26 anos, Ana Cristina disputa agora sua primeira eleição – tenta se eleger deputada federal pelo Podemos. Um dia após a divulgação do documento do Itamaraty que menciona a suposta ameaça, a advogada disse estar “indignada”.

“Nunca falei com ninguém da embaixada brasileira na Noruega. O telegrama do Itamaraty diz que eu cogitei pedir visto, mas isso não faz nenhum sentido. Naquela época (2011) eu já morava na Noruega havia dois anos, e tinha autorização para morar lá, com situação absolutamente regular. Não precisaria pedir asilo.” Segundo o documento do Itamaraty, que é um telegrama, ela mencionou a hipótese de pedir asilo na Noruega devido à ameaça feita por Bolsonaro.

Ana Cristina trabalha como chefe de gabinete do vereador Renan Marassi (PPS), que está no primeiro mandato em Resende. Ela, no entanto, está afastada para fazer campanha. Como candidata, adota o sobrenome do ex-marido, que conheceu quando trabalhava como assessora parlamentar em Brasília.

“Sou de Resende mas fui para Brasília trabalhar com o deputado federal (por Alagoas) Mendonça Neto (1945-2010). Conheci o Jair quando participei de um ‘panelaço’ por melhores salários para militares”, narra a advogada. Seguiu-se o romance e Ana Cristina foi trabalhar com Bolsonaro. O filho do casal nasceu em 1998. O casamento continuou por mais aproximadamente nove anos. Em 2009, mudou-se para a Noruega. O filho ficou com o pai. Embora admita desavenças logo após a separação, Ana disse que jamais houve ameaça ou qualquer outro problema dessa gravidade.

Ela permaneceu na Noruega até 2014, quando voltou ao Brasil acompanhada do marido. Foram morar em Resende, e em 2015 o filho dela passou a morar com eles.

Ideais semelhantes aos de Bolsonaro

Na Câmara, Ana é discreta, segundo funcionários. A discrição caracteriza também a campanha para deputada. Por falta de dinheiro, segundo ela, a campanha é feita exclusivamente pelas redes sociais – não foram feitos santinhos, por exemplo. Além do sobrenome do ex-marido, Ana Cristina adota ideais semelhantes aos de Bolsonaro.

“Sou veementemente contra o aborto, contra a cartilha que vinha sendo disponibilizada nas escolas infantis contendo material sexual e totalmente a favor da redução da maioridade penal, inclusive minha monografia de conclusão de curso tratou da imputabilidade penal e a idade cronológica, baseando-me no projeto de lei do Jair.”

fonte:Estadão

Cola eleitoral: imprima e preencha com os dados de seus candidatos

No primeiro turno das eleições de outubro, o eleitor terá que digitar os números de seis candidatos na urna eletrônica: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores levem para a cabine de votação uma cola em papel preenchida com os dados dos candidatos escolhidos.

O TSE avisa que é proibida a utilização de telefone celular, tablets, rádio comunicadores, câmeras e quaisquer outros aparelhos eletrônicos dentro da cabine de votação.

Após digitar o número, é importante conferir se o nome e a foto do candidato escolhido aparecem na urna eletrônica. Se estiver errado, basta apertar a tecla "corrige" e digitar o número certo. Ao apertar "confirma", o eleitor computa o voto para aquele candidato e não será mais possível alterar.

O TSE avisa que é proibida a utilização de telefone celular, tablets, rádio comunicadores, câmeras e quaisquer outros aparelhos eletrônicos dentro da cabine de votação.

Após digitar o número, é importante conferir se o nome e a foto do candidato escolhido aparecem na urna eletrônica. Se estiver errado, basta apertar a tecla "corrige" e digitar o número certo. Ao apertar "confirma", o eleitor computa o voto para aquele candidato e não será mais possível alterar.

A votação do primeiro turno acontece no dia 7 de outubro, das 8h às 17 horas, respeitando o horário local da região.

O TSE informa que, para votar, e obrigatória apresentação de documento oficial com foto, como:

CNH

- Carteira de categoria profissional reconhecida por lei

- Carteira de identidade

- Carteira de trabalho

- Carteira nacional de habilitação

- Certificado de reservista

- Documento Nacional de Identidade (DNI)

- e-Título (título de eleitor em meio digital)

- Passaporte

É recomendável, porém não obrigatório, levar o título de eleitor, já que nele está o número da seção eleitoral.

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