Banner Superior
Brasil

Brasil (415)

Estou pronto para ser preso, afirma Lula

 

Em uma das três entrevistas que deram origem ao livro "A Verdade Vencerá - o povo sabe por que me condenam", o jornalista Juca Kfouri perguntou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de se exilar em uma embaixada amiga em vez de aceitar passivamente a prisão. Lula admite estar pronto para enfrentar a prisão e nega a possibilidade de fuga: "Olha, conheço companheiros que ficaram 15 anos exilados e não tiveram voz aqui dentro, no Brasil".

 

No livro, que é assinado pelo próprio Lula e será lançado nesta sexta-feira, 16, em São Paulo, o ex-presidente, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SO), admite pela primeira vez estar pronto para enfrentar a cadeia.

 

Além disso, Lula adianta o discurso político que será usado para seus seguidores, o do preso político, injustiçado, que um dia será absolvido pela história. "O preço que vai ser pago historicamente é a mentira contada agora", diz Lula. "Eles querem prender? Prendam, paguem o preço", afirma.

 

Kfouri volta ao assunto com mais ênfase. "O senhor está cogitando a hipótese de ser preso?" Lula afirma: "Estou. O que não estou é preparado para a resistência armada, nem tenho mais idade. Como sou um democrata, nem aprender a atirar eu aprendi".

 

Na sequência a editora Ivana Jinkings indaga: "Como é que se prepara o espírito para isso?" "Eu não preparo o espírito", diz Lula. "Eu sou um homem de espírito leve. Tudo isso faz parte da história (...) Há duas instâncias superiores a que a gente pode recorrer e vamos recorrer. Eles vão tomar a decisão e estou pronto para ser preso. É uma decisão deles."

 

O livro da editora Boitempo é fruto de três entrevistas feitas por Kfouri, Ivana, Gilberto Maringoni e Maria Inês Nassif em fevereiro deste ano, depois, portanto, de o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) ter confirmado a condenação do petista. Além disso, traz textos de Luis Fernando Veríssimo, Luiz Felipe de Alencastro, Eric Nepomuceno e outros.

 

Dilma

 

Lula diz que faltou empenho político da presidente cassada Dilma Rousseff e sua equipe para evitar o impeachment. "Em todas as conversas que eu mantinha, as pessoas se queixavam 100% dele (Aloizio Mercadante) e 101% da Dilma. Cheguei a ponto de dizer para a Dilma: 'Olha, você vai passar para a história como a única presidente que nem os ministros defenderam'."

 

Além disso, admite que o presidente Michel Temer, chamado por ele de "traidor", soube resistir melhor do que a petista, conta histórias de eleições passadas - como o dia em que Leonel Brizola, já no segundo turno da disputa de 1989, sugeriu que ambos renunciassem em favor do tucano Mario Covas -, e evita fazer a defesa pública do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

 

Lula revela ainda que João Santana tentou, primeiro, fazer de Dilma uma "candidata-tampão" e, depois, afastá-la dele. Com bom humor, mostra aspectos de sua vida pessoal, como a relação com a bebida. "Duvido que um jornalista tenha me visto bêbado. A última vez que bebi pra valer foi para ver Brasil e Holanda na Copa de 1974. A gente ficou guardando a bebida pra depois da vitória e tomamos de 2 a 0. Ficamos xingando os jogadores e bebemos."

 

Fidel

 

Inspiração de Luiz Inácio Lula da Silva, o discurso "A História me Absolverá" foi escrito como a defesa do advogado e líder da revolução cubana, Fidel Castro, diante do tribunal que o julgava em razão do ataque fracassado ao quartel Moncada, em Santiago de Cuba.

 

Era 1953. Fidel tentara a ação armada para derrubar o regime de Fulgêncio Batista. No discurso, ele se transformava em acusador do regime. "Quanto a mim, sei que a prisão será dura, como tem sido para todos - prenhe de ameaças, de vil e covarde rancor. Mas não a temo."

 

E terminava com a síntese de sua estratégia: "Condenai-me, não importa. A história me absolverá." Recebeu 15 anos de prisão. Anistiado em 1955, ele derrubaria Batista três anos depois. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Ministro Barroso, do STF, quebra sigilo bancário de Temer

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, autorizou a quebra do sigilo bancário do presidente Michel Temer. Em nota, divulgada na noite de hoje (5), a Presidência da República informou que Temer irá solicitar ao Banco Central todos os seus extratos bancários e a divulgação desses.

"O presidente Michel Temer solicitará ao Banco Central os extratos de suas contas bancárias referentes ao período mencionado hoje no despacho do iminente ministro Luís Roberto Barroso. E dará à imprensa total acesso a esses documentos. O presidente não tem nenhuma preocupação com as informações constantes em suas contas bancárias", diz a nota, assinada pela Secretaria Especial de Comunicação Social.

Barroso é o responsável no STF pelo inquérito que investiga o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado pelo presidente Michel Temer em maio do ano passado. Na ação, além de Temer, são investigados o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, donos da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.

Em janeiro, ao responder por escrito aos questionamentos dos delegados responsáveis pelo caso, a defesa do presidente Temer declarou que ele nunca foi procurado por empresários do setor portuário para tratar da edição do decreto, tampouco autorizou qualquer pessoa a fazer tratativas em seu nome.

fonte:terra

STJ decide que Lula pode ser preso em segunda instância

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (6), por unanimidade, um habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No pedido, Lula pretendia evitar sua prisão após esgotados na segunda instância da Justiça Federal os recursos contra sua condenação no caso do triplex no Guarujá (SP).

Dessa maneira, o colegiado confirmou decisão de janeiro proferida pelo vice-presidente do STJ, ministro Humberto Martins, que havia negado liminar (decisão provisória) pedida no mesmo habeas corpus.

A decisão do STJ não resulta na prisão imediata de Lula, que ainda tem um último recurso na segunda instância, embora se trate de um embargo de declaração, tipo de apelação que, em tese, não permite a reforma da condenação, mas somente o esclarecimento de dúvidas na sentença.

"No meu entendimento não se vislumbra a existência de qualquer ilegalidade de que o paciente venha porventura iniciar o cumprimento da pena após o esgotamento dos recursos em segundo grau", afirmou o relator do habeas corpus, ministro Felix Fischer.

O ministro citou diversos precedentes do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF) nos quais se permitiu a execução provisória de pena após condenação em segunda instância, mesmo que ainda caibam recursos às cortes superiores.

Presidente da Quinta Turma, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca admitiu que o STJ tem sim a prerrogativa de suspender a execução de pena, mas que isso não poderia ser feito em um habeas corpus, mas somente em recurso especial, impetrado após esgotados os recursos em segunda instância.

Os ministros Jorge Mussi, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik também votaram contra o habeas corpus preventivo de Lula. O entendimento prevalecente foi o de que o STJ não poderia suspender uma prisão enquanto resta recurso pendente de julgamento na segunda instância, sob pena de suprimir instância.

Defesa x acusação

No início da sessão desta terça-feira, o advogado Sepúlveda Pertence, que representa Lula, argumentou que a Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável por confirmar a condenação do ex-presidente, errou ao citar um precedente do Supremo Tribunal Federal (STF) para embasar a determinação de que ele seja preso após esgotados os recursos em segunda instância.

Para Pertence, o julgamento de 2016 no qual o plenário do STF abriu a possibilidade de execução de pena após condenação em segunda instância seria aplicável àquele caso específico, não vinculando outros processos, razão pela qual o TRF4 falhou ao fundamentar sua determinação.

O subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino rebateu o argumento, alegando que o julgamento do STF não é vinculante, mas serve como precedente para que juízes de todo o País possam embasar suas próprias decisões.

Condenação

Lula foi condenado em 12 de julho de 2017 pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que considerou o ex-presidente culpado de receber vantagens indevidas da empreiteira OAS, no caso envolvendo um apartamento triplex no Guarujá. Poucos dias depois, a defesa do ex-presidente recorreu à segunda instância, o Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre.

A Oitava Turma do TRF4 julgou a apelação em 24 de janeiro. Por 3 votos a 0, o colegiado manteve a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, e ainda aumentou a pena, de 9 anos e 6 meses de prisão para 12 anos e 1 mês em regime fechado.

No julgamento, os desembargadores do TRF4 determinaram que, de acordo com o entendimento atual do STF, Lula deveria começar a cumprir sua pena provisoriamente, logo após o esgotamento de seus recursos na segunda instância, mesmo que ainda hajam apelações pendentes em cortes superiores.

Como a decisão do TRF4 foi unânime, coube aos advogados do ex-presidente protocolarem na segunda instância apenas o chamado embargo de declaração, tipo de recurso que não tem a prerrogativa de reformar a condenação, mas somente esclarecer contradições ou obscuridades no texto da sentença. A previsão é que esta apelação seja julgada até o final de abril.

Ontem (5), o MPF entregou no TRF4 parecer em que pediu a rejeição do recurso do ex-presidente e reiterou a solicitação para que ele seja preso logo após o julgamento da apelação.

Segunda instância

Paralelamente aos recursos no TRF4 e ao habeas corpus preventivo no STJ, a defesa de Lula tenta evitar a prisão dele por meio de outro habeas corpus impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao receber o pedido de liberdade, o ministro Edson Fachin, relator do pedido na Corte, resolveu não proferir decisão monocrática, enviando o processo para julgamento pelo plenário.

Depende da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, pautar ou não o habeas corpus preventivo de Lula para julgamento em plenário. Ela tem sofrido pressão de outros ministros da Corte. Na semana passada, por exemplo, a Segunda Turma do Supremo enviou a plenário outros dois habeas corpus sobre o mesmo assunto: pessoas que querem garantida a liberdade após condenação em segunda instância.

A possibilidade de execução provisória de pena após condenação em segunda instância foi o entendimento prevalecente do STF até 2009, quando, numa reviravolta, o Supremo passou a considerar ser necessário o esgotamento de todos os recursos possíveis, o chamado trânsito em julgado, antes da prisão. Em 2016, entretanto, a Corte mudou novamente sua postura, voltando ao entendimento inicial.

O tema voltou a ser alvo de controvérsia no Supremo após decisões monocráticas conflitantes sobre a segunda instância nos últimos meses. Alguns ministros, como Celso de Mello, o mais antigo do STF, passaram a defender abertamente que o plenário volte a julgar a questão, indo de encontro a indicações de Cármen Lúcia de que não pretende pautar o assunto.

fonte:terra

STJ vai julgar habeas corpus de Lula na quinta

O Superior Tribunal de Justiça vai julgar nesta quinta-feira, 1 de março, o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Lula. A sessão está marcada para começar às 13 horas.

No final de janeiro, enquanto a Corte ainda estava em recesso, o ministro Humberto Martins rejeitou o pedido.

O habeas corpus foi protocolado pelos advogados de Lula depois que o ex-presidente foi condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de prisão, o que já permite que a pena seja executada.

Câmara aprova decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro

Após mais de sete horas de sessão, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta terça-feira (20) o decreto que autoriza a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O texto foi aprovado por 340 votos a 72 (além de uma abstenção) e segue agora para a análise do Senado.

A previsão é de que a medida seja analisada pelos senadores já nesta terça, em sessão prevista para ter início às 16h.

Na última sexta (16), o presidente Michel Temer assinou o decreto de intervenção, que passou a vigorar de maneira imediata, mas só poderá ter continuidade se for aprovado pela Câmara e pelo Senado.

O decreto estabelece que a medida vai durar até 31 de dezembro deste ano. Nesse período, o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no estado e terá o comando da Secretaria de Segurança, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário no estado do Rio.

Tramitação

A análise do decreto, em regime de urgência, foi feita diretamente no Plenário da Câmara, sem passar por comissões. Os deputados não puderam propor emendas, modificando o que o presidente Michel Temer determinou no documento.

Na sessão, a relatora Laura Carneiro (PMDB-RJ) leu parecer pela aprovação do texto e defendeu que o governo apresente um projeto complementar para destinar recursos federais às operações no Rio.

“Ao se referir aos recursos federais, o decreto trouxe um termo absolutamente genérico”, disse. “É evidente que sem o aporte significativo de recursos federais a intervenção federal não conseguirá atingir minimamente os seus objetivos”, disse.

Posições

Na discussão sobre o decreto, o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) criticou parlamentares contrários à intervenção e defendeu que a Câmara cumpra o “dever constitucional” de aprovar o decreto.

“Precisamos urgente no Rio de Janeiro de que a Constituição seja cumprida. Intervenção federal já”, afirmou.

Contrária à intervenção, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou a motivação da edição do decreto. Para ela, o governo Michel Temer usou a medida para desviar o foco da reforma da Previdência e com o objetivo de ganhar popularidade.

“Essa intervenção é uma cartada política de grande risco para o povo e para esse país”, disse. “Ele (Temer) tenta mudar a pauta desse país, se utiliza do desespero, da fragilidade das pessoas do Rio de Janeiro, colocando a pauta na segurança pública”, enfatizou.

Guerra contra o crime

Durante a sessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), leu um discurso em defesa da aprovação do decreto. Para ele, a medida não pode ser vista como intervenção militar, já que está amparada na Constituição.

“Estamos numa guerra contra o crime. Nossa arma é a Constituição”, afirmou o deputado. “Infelizmente, essa intervenção torna-se urgente e necessária”, ressaltou.

Antes da sessão, Maia afirmou que a Casa vai instalar um observatório para fiscalizar ações do governo e acompanhar indicadores de violência e educação.

“É inédito para que a gente possa cumprir nosso papel constitucional de fiscalizar os atos do governo. Vamos trabalhar juntos e depois cobrar do interventor para que rapidamente ele monte a equipe dele, monte o planejamento”, afirmou.

fonte: G1

Dodge se manifesta contra habeas corpus preventivo para Lula

A procuradora-geral da República Raquel Dodge se manifestou nesta quarta-feira contra habeas corpus preventivo pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Advogados recorreram ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a prisão do petista por execução de sua pena de 12 anos e um mês imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no caso tríplex.

A procuradora-geral defende que o ministro não reconheça o habeas corpus já que o mesmo pedido ainda não foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No mérito, Dodge saiu em defesa da execução de penas após decisões de segunda instância, considerada constitucional pelo STF desde 2016.

“Estes fundamentos mostram que, ao contrário do afirmado pelos impetrantes, a execução provisória da pena de prisão não é desproporcional nem levará injustamente à prisão réu cuja culpa ainda não esteja satisfatoriamente demonstrada. Muito ao contrário. É medida que observa a presunção de inocência, o duplo grau de jurisdição e corrige a grave disfunção que acometia o sistema penal do país”, argumentou a procuradora-geral no parecer.

O TRF4 confirmou a condenação de Lula na ação penal envolvendo o tríplex no Guarujá (SP) em 24 de janeiro e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão. Na decisão, os desembargadores entenderam que a execução da pena do ex-presidente deve ocorrer após o esgotamento dos recursos pela segunda instância da Justiça Federal. Com o placar unânime de três votos, cabem somente os chamados embargos de declaração, tipo de recurso que não tem o poder de reformar a decisão, e, dessa forma, se os embargos forem rejeitados, Lula poderia ser preso.

No pedido de habeas corpus, a defesa do ex-presidente discorda do entendimento do STF que autoriza a prisão após os recursos de segunda instância, por entender que a questão é inconstitucional. “Rever esse posicionamento não apequena nossa Suprema Corte – ao contrário – a engrandece, pois, nos momentos de crise, é que devem ser fortalecidos os parâmetros, os princípios e os valores. A discussão prescinde de nomes, indivíduos, vez que importa à sociedade brasileira como um todo. Espera-se que este Supremo Tribunal Federal, a última trincheira dos cidadãos, reafirme seu papel contra majoritário, o respeito incondicional às garantias fundamentais e o compromisso com a questão da liberdade”, argumentaram os advogados na ocasião.

PT ‘sinaliza’ que não reconhecerá resultado de eleição se Lula não for candidato

O PT publicou texto no seu site nesta segunda-feira, 5, em que afirma que a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), “sinaliza” que a legenda não vai reconhecer o resultado da eleição presidencial de outubro caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva for impedido de disputar o pleito.

“A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, sinaliza que o partido não reconhecerá o resultado das eleições se Lula for impedido de candidatar-se à Presidência da República. ‘Sem ela (a candidatura), teremos a ilegitimidade do processo eleitoral e a continuidade da ruptura do pacto democrático que fizemos na Constituição de 1988: voto soberano e eleições livres!'”, diz o texto do site.

Contrário publicamente à possibilidade de um substituto de Lula na disputa, o partido reafirma que o petista é nome da sigla para disputar o pleito. “Lula é – e será candidato – por ser inocente. Condenado injustamente, sem crime demonstrado e sem provas, o maior líder popular de nossa história tem a maioria das intenções de voto do povo brasileiro”, afirma o partido.

Na semana passada, o presidente do diretório estadual do PT do Rio, Washington Quaquá, sugeriu que o partido discuta abertamente o tal “plano B” a Lula. “E por fim, sinceramente, precisamos discutir muito bem o que é esse negocio de não ter ‘plano B'”, disse ele em texto publicado em perfil de rede social do partido no Rio.

O ex-presidente pode ser declarado inelegível por causa da Lei da Ficha Limpa. Segundo a legislação, candidatos condenados por órgão judicial colegiado estão impedidos de disputar eleições. Lula teve condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) no dia 24. Cabe, no entanto, ao Supremo Tribunal Federal dar a última palavra sobre a possibilidade de Lula ser candidato.

“Vamos utilizar todos os recursos jurídicos cabíveis para defender Lula, porque não respeitamos essa decisão do TRF4, como não respeitamos Sérgio Moro e o Ministério Público Federal de Curitiba. Nosso tom de indignação é e continuará sendo alto, porque não podemos compactuar com a injustiça, com o aniquilamento e a desconstrução de uma liderança como Lula”, diz o texto do PT.

Plausibilidade

No texto, o partido recorre a artigo da Lei da Ficha Limpa que fala da suspensão da inelegibilidade: “O órgão colegiado do tribunal ao qual couber a apreciação do recurso contra as decisões colegiadas a que se referem as alíneas d, e, h, j, l e n do inciso I do art. 1º poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal e desde que a providência tenha sido expressamente requerida, sob pena de preclusão, por ocasião da interposição do recurso”.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, relator da lei, acredita que a “plausibilidade” pode suspender a decisão. “Elaboramos uma ideia que foi incorporada à lei segundo à qual havendo plausibilidade do recurso pode haver efeito suspensivo para que a pessoa possa disputar a eleição. Naquele momento já antevíamos a possibilidade de decisões arbitrárias por parte do Judiciário. Fizemos essa colocação e incluí no relatório em um momento em que havia muita dificuldade de fazer alterações na Lei da Ficha Limpa”, disse ele em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no domingo, 4.

 

O ex-presidente manteve os índices de intenção de voto na corrida presidencial que tinha em dezembro, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na quarta-feira, 31, pelo jornal Folha de S.Paulo. O petista lidera cinco cenários, com 34% a 37% da preferência do eleitorado.

Por que o preço do botijão varia de R$ 45 a R$ 115 no país

O preço do botijão de gás, um dos custos domésticos que mais aumentaram em 2017, mais do que dobra de Salvador, na Bahia (45 reais), para Alta Floresta, em Mato Grosso (115 reais) – um salto de 155% do menor preço encontrado no Estado mais barato ao maior do mais caro. Entre os fatores que interferem na composição do custo final está o valor de venda do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, popularmente conhecido como gás de cozinha) da Petrobras na refinaria.

Mesmo assim, o valor do gás que sai da refinaria representa menos da metade (46%) do total que o consumidor paga antes de levar o botijão para casa, segundo Fábio Gallo, professor de finanças na Fundação Getulio Vargas (FGV). As outras parcelas são compostas, basicamente, por impostos, margem de distribuição e de revenda.

No caso dos impostos, o ICMS (sigla para Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é o que tem o maior peso. Normalmente, quanto maior o valor cobrado em tributos, mais caro tende a ser o gás. Ainda assim, em Mato Grosso, onde se vende o botijão mais caro do país, o ICMS está na faixa dos 12%, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). É a mesma alíquota cobrada na Bahia, que tem o botijão mais barato do país. Nesse caso, a disparidade nos preços finais é resultado de diferenças nas margens de distribuição e revenda – e tem uma explicação geográfica.

“As distribuidoras vendem muito mais do que o produto”, afirma Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás. “Elas também estão vendendo a embalagem e toda a logística necessária para levar o GLP até um determinado local. É muito mais caro você levar o gás até o Mato Grosso – onde a densidade populacional é muito pequena, as distâncias são muito grandes, o transporte sai muito caro e, ainda, existe menos gente para comprar o produto – do que para outros estados.”

Segundo ele, o preço do GLP pode variar não só entre os estados brasileiros, mas também entre as cidades e até entre diferentes postos de um mesmo município – ainda mais do que o que ocorre com a gasolina. Isso porque, ao contrário de outros serviços, o gás de cozinha é fornecido por várias distribuidoras e revendedoras que podem cobrar mais caro ou mais barato pelo serviço, dependendo dos gastos que elas têm e até do lucro que planejam conseguir.

Os menores preços, por sua vez, estão em regiões mais populosas, onde há mais opções de compra e o mercado é mais competitivo. O botijão mais barato do Brasil está na Bahia, onde ele custa, em média, 59,24 reais.

“Todo mundo pensa que [o preço do gás] funciona como a eletricidade, um serviço oferecido apenas por uma empresa e que, quando aumenta o preço, fica mais caro para todo mundo. Mas o valor do botijão não é controlado, e sim acompanhado”, diz Bandeira. “Quando dizem que a Petrobras subiu o preço nas refinarias em 15%, por exemplo, não significa que o consumidor vai pagar 15% mais caro. Ele pode pagar mais caro ou mais barato do que isso, dependendo de onde vai comprar.”

As distribuidoras, segundo o especialista, podem ou não repassar o aumento do preço nas refinarias para o consumidor. Às vezes, elas optam por não subir o preço final e diminuir um pouco sua margem de lucro. “Por isso, quando se trata do GLP, é importante que o consumidor saiba que ele tem poder de escolha para pesquisar e negociar o melhor custo-benefício de acordo com as necessidades dele, levando em consideração preço, tempo de entrega e serviço.”

Disparada de preço

A disparada de preço do GLP motivou a Petrobras, principal fornecedora do GLP, a mudar sua política de reajuste de preço do produto. Essa decisão veio após uma alta acumulada de 84% no preço do produtor entre janeiro e dezembro de 2017 – embora o preço final cobrado do consumidor tenha aumentado em média 19,6% na média nacional.

A nova política prevê que os reajustes serão feitos a cada trimestre, não a cada mês, como ocorria até então. A Petrobras também anunciou uma queda de 5% no preço nas refinarias. O objetivo, de acordo com a companhia, é manter os valores do GLP referenciados no mercado internacional – uma vez que a empresa compra do exterior 30% do gás que chega ao Brasil – e, também, “diluir os efeitos” de aumentos tipicamente concentrados no fim do ano, aliviando o peso no bolso do consumidor. Porém, segundo especialistas, o peso dessa mudança no bolso do consumidor ainda é incerto.

“A subida ou a descida do preço do botijão é influenciada, atualmente, pelo preço internacional do petróleo”, afirma Fábio Gallo, da FGV. “A decisão da Petrobras foi uma resposta ao aumento do preço do petróleo, que subiu muito rápido e agora, apesar de continuar aumentando, está em um ritmo mais estável.”

O professor explica que, por ter o mercado internacional como referência, o custo do gás aqui no Brasil independe do cenário econômico nacional. “A inflação pode cair e o preço do botijão continuar aumentado, por exemplo. Assim como o contrário também pode acontecer.” Em todo caso, como o reajuste só será aplicado pela Petrobras a cada três meses, é possível que o consumidor sinta um peso diferente no bolso, de acordo com Gallo. “Pode ser que o preço caia muito ou suba muito de uma vez só, o que impacta diretamente a vida do consumidor.”

Peso no orçamento

Bandeira calcula que, em média, um botijão de gás chega a durar até 45 dias para uma família de cinco pessoas. Considerando o preço médio do botijão de 13 quilos no Brasil, isso significa que o preço por residência por dia é, aproximadamente, 1,49 reais – o que tornaria o GLP um dos energéticos mais baratos disponíveis atualmente. Ainda assim, há famílias onde o valor acaba pesando mais no bolso.

Bruna Pisani, de 32 anos, é advogada autônoma e vive em Araraquara, no interior de São Paulo. Ela costuma pagar 65 reais no botijão de gás – mas, se pede para entregar em casa, o valor sobe para 73 reais. “Isso dura três meses, mais ou menos. Agora estou adotando algumas mudanças para diminuir o peso no orçamento e consigo fazer durar um pouco mais. O objetivo é trocar de botijão só a cada seis meses”, diz.

 

Ela conta que optou por aumentar a quantidade de alimentos que cozinha para não precisar usar o fogão todos os dias. “Faço feijão uma vez por semana e congelo para ir usando aos poucos. O arroz cozinho em uma quantidade que dê para três dias e a proteína deixo para fazer dia sim, dia não. Costumo deixar a marmita pronta para a semana.”

Bruna também conta que, quando possível, opta por outras fontes de energia. “Tento, ao máximo, usar o micro-ondas. Também assamos pão de queijo, almôndega, torta, tudo que couber no forninho elétrico. Assim que der, quero comprar uma air fryer para economizar ainda mais o gás do fogão”, diz. Apesar do aumento na conta de luz, ela diz que vale a pena. “Gastamos 85 reais por mês com eletricidade, para mim e para o meu marido, já com o uso desses eletrodomésticos.”

A plataforma NetGás, que permite os usuários pesquisar o preço mais barato do botijão em sua cidade com base nos dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizou um levantamento comparando o PIB per capta de cada município brasileiro com o preço do gás naquela cidade. Isso permite avaliar quanto da renda, em média, um consumidor tem de reservar para comprar o botijão. Os dados indicam que o custo do energético em Codó, um município no interior do Maranhão, é o que mais compromete o orçamento das famílias: cerca de 10,6% da renda per capita é reservada para comprar gás. As três cidades seguintes no ranking estão no Pará: Cametá (10,5%), Bragança (10,3%) e Abaetetuba (8,8%).

Nesse cenário, a própria plataforma sentiu uma diferença no número de pessoas que têm utilizado o serviço para procurar as opções mais baratas. O número de pessoas cadastradas no site cresceu 450% nos últimos três meses e a quantidade de pesquisas feitas aumentou 350% no mesmo período. “Isso só reforça que as pessoas estão, cada vez mais, recorrendo a modos de pesquisar e comparar preços para minimizar os impactos desses sucessivos aumentos no preço do gás”, afirma Mario Mol, CEO da NetGás.

Economia

Para diminuir o consumo de gás em casa, o professor de finanças Fábio Gallo, da FGV, diz que vale apostar no uso mais eficiente do recurso. “Não é aconselhável pré-aquecer o forno por muito tempo – e, se a pessoa já for usá-lo, vale a pena aproveitar enquanto ele ainda está quente para cozinhar outras coisas”, diz.

 

É possível, também, substituir ao máximo os alimentos por versões que dispensem o fogão ou que tenham um tempo de cozimento menor. Outra dica é comprar botijão de 45 quilos, por exemplo, e compartilhá-lo com vizinhos, se a pessoa morar em condomínio. “Às vezes, também vale a pena tentar trocar para gás encanado.” Na grande maioria dos casos, o gás que chega pela tubulação não é o GLP (embora ele também possa vir nessa forma) e sim o gás natural. Ele tende a ser um pouco menos econômico – mas como dispensa embalagem e a pessoa paga pelo consumo, e não pelo botijão, pode ser uma opção mais barata em alguns casos.

Morte na Lava Jato: a misteriosa execução de Roberto do PT

O empresário José Roberto Soares Vieira desconfiava que algo de ruim estava para acontecer. Não era um simples pressentimento. No começo deste ano, ele vendeu a casa, num condomínio de alto padrão em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

Passou a evitar atender ligações de números desconhecidos, afastou-se de colegas e raramente andava sozinho na rua. Contratou um motorista particular, que fazia as vezes de segurança, e procurou uma concessionária para mudar de carro. Aos vendedores, disse que queria trocar ou blindar seu Land Rover Discovery 4.

Enquanto aguardava o orçamento, deixou o veículo na loja e alugou um Gol. Na manhã de 17 de janeiro, logo depois de sair da concessionária, Roberto do PT, como era conhecido o empresário baiano, visitou uma segunda loja de automóveis antes de percorrer 32 quilômetros até o trabalho. Eram os seus últimos minutos de vida.

Ele foi morto com nove tiros na porta da sua empresa por um homem em uma motocicleta.

O assassinato seria mais um de tantos que ocorrem todos os dias pelo Brasil afora, não fosse por um detalhe crucial: dois meses antes, a vítima havia delatado um esquema de arrecadação de propinas na Petrobras.

Era testemunha de um braço de um caso investigado pela Operação Lava Jato envolvendo o PT da Bahia. Quem chamou atenção para esse fato foi o juiz Sergio Moro. Num despacho assinado no último dia 26, o magistrado advertiu:

“Não se pode excluir a possibilidade de que o homicídio esteja relacionado a esta ação penal, já que, na fase de investigação, o referido acusado aparentemente confessou seus crimes e revelou crimes de outros”.

 

Traduzindo, Moro levantou a suspeita de que esse caso seja a primeira queima de arquivo, ou assassinato por vingança, da Lava Jato. E tudo leva a crer que ele tem razão.

70% dos brasileiros desaprovam governo Temer

O governo do presidente Michel Temer (MDB) é considerado ruim ou péssimo por 70% da população, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira. A rejeição ao governo se manteve estável e oscilou apenas 1 ponto porcentual para baixo em comparação com o último levantamento do instituto de pesquisas, divulgado em novembro, quando o número era de 71%. Em setembro do ano passado, o emedebista atingiu 73% de rejeição, índice mais alto já registrado pelo Datafolha.

Entre os entrevistados, apenas 6% afirmaram considerar o governo bom ou ótimo. Em novembro, esse índice era de 5% e 22% consideravam sua gestão regular.

De acordo com a pesquisa divulgada hoje, o governo Temer tem uma desaprovação maior entre as mulheres ( 75%), e entre trabalhadores com renda inferior a dois salários mínimos (73%). No Nordeste, a situação é ainda mais crítica: 80% consideram a gestão ruim ou péssima.

Caso decidisse se candidatar, Michel Temer também disputaria em desvantagem. Segundo o Datafolha, ele tem apenas 1% das intenções de voto, em um cenário com o ex-presidente Lula (PT), o deputado Jair Bolsonaro (PSC), a ex-senadora Marina Silva (Rede), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

 

O levantamento foi realizado com 2.826 pessoas em 174 municípios entre os dias 29 e 30 de janeiro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Assinar este feed RSS

29°C

Primavera do Leste

Parcialmente Nublado

Umidade: 70%

Ventos: 0 km/h

  • 24 Mar 2016 27°C 21°C
  • 25 Mar 2016 27°C 21°C
Banner 468 x 60 px