Conjuntura - Um curral a serviço dos políticos
- Escrito por Ely Leal
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Por Ely Leal
A informação de que o deputado Zeca Viana usa veículo e pessoal da Secretaria de Obras para fazer uma faxina na sua nababesca mansão no centro de Primavera é uma paulada na cara do cidadão e cidadã que vive neste município.
Como homem riquíssimo e de grandes posses, o nobre deputado não vacila em usar o bem do povo para seus serviços privados. São servidores públicos, pagos com dinheiro do povo na Secretaria de Infraestrutura, gasolina paga com dinheiro do povo, que poderiam estar prestando serviços de interesse da população, para fazer um serviço particular em sua residência, cuja aparência é de um castelo moderno com suas masmorras.
Zeca Viana tem várias propriedades particulares. Cada uma delas dispõem de dezenas de caminhões, máquinas, carros, camionetes. Porque o deputado que ocupa cargo público e vive a cobrar moralidade no serviço público, não coloca um de seus caminhões, uma de suas camionetes, uma parte de sua centena de empregados, para ir limpar sua residência?
Por que um homem com suas posses e um político com sua força, prefere usar o que pertence ao povo para seu benefício privado? A resposta é simples. Por que intimamente ele não sabe a diferença entre o que seja coisa pública ou coisa privada.
Porque com sua costumeira arrogância, acha que todos estão a seu serviço, de um jeito e do outro. Que todos lhe devem cega obediência porque ele é rico, poderoso, com influência e que seus poderes não têm limites.
Faz o que quer e não dá satisfação a ninguém. E persegue e massacre quem ousa criticar seus poderes, que ele acredita, serem divinos e ilimitados.
Como sempre, acordo dos bastidores não podem se tornar públicos. É tudo feito na calada da noite. Quem ousar comentar, poderá ser processado por sua numerosa máquina de advogados, bancadas com dinheiro do povo, para proteger não o interesse do povo mas o seu em particular. A influência que tem na gestão do irmão mano-xomano na Prefeitura é inenarrável. Ele visita a Prefeitura como um General visita sua tropa no quartel. Por onde passa exige que se lhe bata continência.
Na saúde, está mandando e desmandando, mas posso ser processado por dizer isso. É mentira? Não. Longe disso. Mas ele brada. Prove? Todos sabem, mas o que vale é a prova.
Na Obras, empresa terceirizadas usam pessoal e caminhões e máquinas alugadas a peso de ouro para fazer serviços que deveriam ser feitos com maquinário próprio. Mas novamente o brado. Prove! Todos sabem, mas o que vale é a prova. E o povo paga.
O povo paga a empresa terceirizada. Paga a máquina que ela usa. Paga o pessoal que trabalha para ela. Paga o salário dos políticos. Que também paga os indicados dos políticos para aparecer na folha de pagamento das empresas terceirizadas. Paga três vezes por qualquer obra. E ainda assim idolatra quem lhes dá a conta para pagar.
Metidos até o pescoço em Política, eleições, cargos e mandatos, os irmãos Mano-Xomano Viana, Zeca e Getúlio, criaram ao longo dos últimos 13 anos, um séquito de seguidores servis-políticos que lhe devem os favores do sustento com os salários que recebem. Não que eles paguem. Quem paga é o povo. Eles apenas escolhem quem vai receber o dinheiro do povo.
Enquanto Zeca Viana usa o bem público para atividade particular, o Mano-Xomano Getúlio vai acumulando condenações por improbidade administrativa, por nepostimo, por malversação do dinheiro público e o povo, que paga todas as suas contas, vai renovando seus mandatos políticos para que ocupando os cargos públicos possa continuar a privilegiar seus apaniguados e a usufruir do que pertence a todos em benefício próprio.
Claro que as práticas não foram criadas por eles. Vem de outros gestores. O anterior então, nem se fala. Passei quatro anos denunciando os desmandos. Mas o anterior do anterior era o mesmo atual. E o anterior do anterior do anterior, era o anterior. Triste curral político é Primavera.
Ely Leal - É Jornalista, Radialista, Consultor de Marketing Político e Eleitoral - Trabalha como Jornalista em Primavera do Leste desde 2005. É processado por integrantes da atual gestão e por integrantes da gestão passada, por publicar informações que nenhuma das gestões gostaria de ver publicadas.
