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Taques: o que começa mal certamente termina pior

Destaque Taques: o que começa mal certamente termina pior

O governo Pedro Taques está, precocemente, em xeque. O discurso de austeridade, a flâmula da honestidade e os ataques e condenação ao governo passado, estão, gradualmente, em menos de dois anos de gestão, revelando-se contraditórios, e tornando-se um grande monturo na porta do Paiaguás. No andar do relógio, escândalos, suspeitas e desconfiança da população vão crescendo em grande velocidade, de forma que não é nenhum exagero prever situações mais constrangedoras no futuro.

O governador de Mato grosso, Pedro Taques, não pode se utilizar dos argumentos de que não sabe ou que não poderia saber o que estão combinando no breu das suas secretarias, ou a um palmo do seu nariz. Afinal, ele criou, com muito ruído, ao implantar sua gestão, organismos de controle internos, como coordenadoria de procedimentos sistêmicos, núcleo de acompanhamento sistêmico, e, até, uma secretaria de combate à corrupção, sob o comando de uma blogueira tucana e falante que se ocupa muito mais de acusar, cuspir, cobrir e desancar desafetos partidários do que cuidar da tarefa de trabalhar para que a corrupção não escorra pelos dedos do chefe de governo. Pelo menos essa seria a sua tarefa.

Da Seduc à Casa Civil, com polícia em marcha ou na espreita, o governo vai produzindo a massa pastosa da imundice a avançar por sobre o piso, ou sob os tapetes ou a escorrer e grudar como limo nos degraus do palácio. Não se sabe, mas a suspeita de que estão subtraindo o erário faz a sociedade ficar em alerta sobre como será no futuro, posto que aquele furor pertinente às luas de mel vem dando lugar à desconfiança, situação em que nenhuma simpatia, flerte ou paixão suportam.

Enquanto convive com a corrupção virótica, há outro fator igualmente preocupante. A máquina não anda. As secretarias estão em letargia, as obras lançadas emperram, são esquecidas na mesma velocidade em que são lançadas, os programas educativos (que serão divididos com a iniciativa privada) devem atiçar o apetite voraz de empresas que não foram escolhidas devidamente, o setor de saúde mata, e o funcionalismo está entregue à indiferença do Palácio.

Enfim, as expectativas construídas sobre um governo transformador, como é o seu mote, transformaram-se em visível frustração. O mais grave é que esse sentimento de decepção ocorre antes mesmo de dois anos de gestão, criando desesperança para os próximos dois anos.

 

O estado está em chamas, a imprensa flana, plainando a imagem do rei e regulando as informações a seu respeito, mostrando um estado que só existe em uma cabeça coroada, e outras nem tanto, embora sedentas, todas, de algo que vai além do que mostra os jornais.

Autor: J.M.

Última modificação emQuarta, 25 Maio 2016 19:04

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