Conjuntura - Primavera do Leste, Brasil
- Escrito por Ely Leal
- Publicado em Coluna Conjuntura
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Não se engane os que pensam que o acontece na distante Brasília, capital da república, é uma singularidade política que não está diretamente ligado ao que acontece, exatamente igual, ao que abobalhados, assistimos nas plagas produtivas e verdejantes de Primavera do Leste. Não há diferença e mais, aqui é ainda pior.
Se os mantras mentirosos, ordinários e canalhas das alegações esbaforidas e alopradas do Lulo-Comuna-Petralhismo se esvai no confronto indelével com os fatos reais, cada dia mais, ainda resta, pelo bem da nação, poderes que são guardiões da lei, da ordem, da decência e da dignidade. À saber, o Ministério Público Federal e o Juiz Sérgio Moura. Primavera do Leste nem isso têm para defendê-la.
Se o discurso mentiroso, como ouvidos nas tais “conduções coercitivas” do ex Presidente e sua et caterva são a síntese do que de pior a esquerda de boutique (adjetivo genial criado por Ronald Caiado) poderia produzir, aqui temos um dos piores acadelamento legal-político-administrativo que se poderia perpetrar na história republicana de uma urbe.
Por estas paragens, o Ministério Público se coloca acima da Lei. Intocável. Não se pode nem ao menos cita-lo, como exemplo de inércia em fiscalização que outrora foi exemplar. Não se critica o MP pelo que é, mas pelo que faz no momento. Ou melhor, pelo que deixa de fazer.
Os cidadãos que denunciaram as mazelas, tiveram seus argumentos jogados por terra, na justiça facistóide, de que fizeram a denúncia por que são investigados. Mais ordinário, impossível. Distorceram, mentiram, se locupletaram (com salário de dezembro superior a R$ 189 mil apenas para um – tudo legal) e são impunes, inatingíveis, intocáveis.
Aqui, um sujeito desqualificado, que recebe como fiscalizador, fiscalizado e veículo de informação, ao mesmo tempo, tem poderes e acesso para denunciar uma mentira tão escandalosamente cretina e mentirosa que não resta alternativa senão se questionar, “existe Justiça?”. E com o único propósito de intimidar e de desqualificar quem de fato denúncia e não se vende.
Do legislativo, melhor nem se alongar. Genefluxo, são atores canastrões da pior qualidade que abdicam de seus básicos deveres constitucionais de investigar e fiscalizar, para se locupletar das migalhas de “diárias” que a corte Torquemade deixa cair de sua mesa farta e corrupta. É o conluio desmoralizante e desmoralizado. Tudo pelo entendimento.
Do executivo inoperante. Que gasta milhões com o aparentado e ex secretário numa jogatina com odor fétido da tramoia urdida nos descaminhos do dinheiro fácil. De todos, não é de ninguém. Portanto “nosso” (deles). Da fila do remédio. Do filho na fila do exame. Do filho na fila da vaga escolar. Submerso nos buracos da cidade. Amiúde nas chagas da dengue, zika, chikunwia. Maltrapilho nos terrenos baldios imundos.
Não é só o Brasil que, em coma com a crise da dignidade, agoniza nas mãos da corruptção. Não é o ente distante e disperso da capital federal, da república. Somos nós, cada um, dentro de nossas casas, que tocamos “la vida loka” achando que tudo “é isso mesmo”. Que estão certos, quem de certo só tem o título.
Não são! No Passaram! Há que haver resistência. Revolta. Se a ordem é injusta, a desordem é o princípio da justiça. Façamos, pois, a desordem benfazeja, de boa índole, cívica. Os bons não morrem jovem. Lutam!
Ely Leal - Jornalista/Radialista e Redator Chefe do Jornal Correio da Cidade MT e Portal de Noticias correiodacidademt.com.br
