Coluna Conjuntura - Edição Impressa nº 45 - by Ely Leal
- Escrito por Ely Leal
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Conheço
No final de 2006, ou há quase 10 anos atrás, Eraldo era vereador e eu estava na redação do Jornal O Diário. Me procurou na qualidade de candidato a Presidência da Câmara para o biênio 2007/2008. Conversamos bastante. Posso garantir. Nesse caso das máquinas, Eraldo é culpado. Conheço muito bem de quem estou falando.
2014
No início da campanha eleitoral do ano passado, este Jornal contratou um Instituto de Pesquisa de Cuiabá, para fazer uma consulta á população de Primavera.
Perguntas
Com mais de 25 perguntas, a pesquisa buscava a avaliação do eleitor acerca da situação da cidade e do estado. Perguntava o que achava dos políticos que foram eleitos como o deputado Zeca Viana em 2010 e do Alcaide Pinto, eleito em 2012.
Também
Também queria saber a intenção de votos para deputado estadual, federal, senador e governador. Como eram muitos candidatos, a resposta ficava livre para o eleitor, sem nem ao menos apresentar as opções de votos em lista ou disco. Era a pergunta e o eleitor respondia livremente.
Impugnada
Depois de pronta a pesquisa foi impugnada pela Justiça Eleitoral.
Erro?
A justiça queria saber porque eu perguntava do Zeca e não perguntava de Luizinho e Pascoal, também candidatos?
Provei
Provei que perguntava de Zeca no momento da avaliação do seu mandato. E não como candidato a reeleição.
Manteve
A Justiça manteve a impugnação da Pesquisa. Acatou minha argumentação mas mudou a razão. Agora era impugnada porque a metodologia da pesquisa continha erro.
Contratante
Metodologia de pesquisa é uma técnica de trabalho do Instituto sem nenhuma participação de quem contrata. Aliás, cada Instituto tem seu método de amostragem e pesquisa. Não há como a gente interferir nisso. A Justiça ignorou e mandou impugnar. Este Jornal, cumpridor das Leis, não publicou nem no Portal de Noticias, nem na edição imprensa.
Revolta
Cumprimos a Lei mas a revolta pela impugnação injusta foi grande. Custou caro para nosso pequeno cofre e foi tudo perdido. Não publiquei a pesquisa como mandava a Justiça, mas publiquei um artigo, com o título ‘O acadelamento da Justiça e dos Políticos contra quem trabalha’.
Explico
A impugnação da pesquisa foi pedida, na Justiça pelo então candidato Ludio Cabral e foi concedida pela Justiça através de um conlúio que havia entre o candidato do PT ao Governo do Estado e o então Governador Silval Barbosa. Conlúio que está sendo revelado agora na investigação do Gaeco que prendeu a ex primeira dama Roseli e comprovou o repasse de dinheiro da corrupção para a campanha de Lúdio.
Datas
Quatro dias antes do pedido de impugnação da minha pesquisa por Lúdio Cabral, o petista esteve na cidade onde recebeu apoio do Alcaide Pinto e este ainda criticou os produtores rurais por não apoiar o PT. Lembram-se disto?
Pedido
Os políticos locais, estes mesmo que estão aí e são por mim criticados, pediram a Lúdio que impugnasse minha pesquisa. Tinham medo do que eu poderia publicar. Acham que sou como eles. Que fraudam, mentem e distorcem os fatos. Não sou, corruptos!
Heim?
Porque um candidato a Governador (Lúdio) com abrangência no estado, se importaria com uma pesquisa em Primavera do Leste? Nem sabia o que seria publicado. Evidente. Conlúio. Acadelamento. Lúdio usou da força e do prestígio do então governador para impugnar minha pesquisa, correta, séria, a mando dos políticos locais, temerosos do que eu poderia revelar na pesquisa. Ordinários.
Pausa
Tenho cobrado de forma contundente o Ministério Público Estadual. Pessoalmente acho uma imoralidade a nomeação do marido de uma Promotora, que tem a obrigação de fiscalizar para o cargo de Chefe de Gabinete do Alcaide.
Vendetta
Com raiva das minhas cobranças, o Ministério Público quer vingança. E ela foi explicitada na ação movida pelo MP contra este Jornal. Que pedia um transação penal, ao preço de R$ 11 mil, por eu ter ‘publicado a pesquisa’ que foi impuganada. Sim, acreditem. Eu não publiquei a pesquisa e o Sr. Silvio Alessi, Promotor Público quer me condenar por ter publicado a pesquisa.
Ridículo
Poderia ser irônico se não fosse ridículo. Não faço nada escondido. O que tenho que fazer e dizer, faço de público. Então vai aqui, de público meu recado ao Sr. Silvio Alessi, Promotor em Primavera.
Já lhe atendi
Este Jornal, ainda com o nome de Primeira Página, já atendeu a alguns pedido informais do Sr., Dr. Silvio Alessi. Lembra-se das matérias acerca do afastamento do Sr. Getúlio da Prefeitura e do imbróglio das decisões emanada de Brasília e seus esclarecimentos? Digo isso para provar que nada tenho contra o MPE. Minhas cobranças são legítimas no estado democrático de direito, respaldada pela liberdade de expressão e pelo direito a critica, consagradas pelo eminente constitucionalista Celso de Mello em decisão prolatada pelo STJ.
Consciência
Se sua atuação neste mandato da Prefeitura é ou não, baseado na prestação de favor a uma colega, cujo marido é membro da administração, deixo a cargo de sua consciência.
Estranhamento
Mas estranho sua atuação, Excelentíssimo Senhor. Descrevo como exemplo. Se na gestão anterior, uma carta apócrifa, sem autoria, foi aceita pelo Senhor para iniciar uma investigação contra o então gestor, um crítico do Senhor, na época, e que acabou por este fato, afastado por mais de 15 dias da função de gestor eleito, por que corre hoje, pelo Alto-Falantes da cidade que não adianta protocolar nenhuma denúncia contra a atual gestão no Ministério Público desta Comarca? Invoco o caso do Vereador Sabadin, que lhe procurou para falar sobre a farra de diárias na Câmara. Sobre os vereadores Edegar dos Santos e Paulo Donin que protocolaram inúmeros pedidos de investigação contra a administração, que causaram danos ao erário. O que foi feito? E as denúncias feita por este Jornal de indícios de ‘lesa’ com relação a empresa Vetor e outras. Ou seu silêncio tem relação com os jantares e evento organizados e promovidos pelo Alcaide com a presença de sua colega de Promotoria, cujo marido é agora líder de um partido, assumido e também assumido coordenador de campanha e ao mesmo tempo servidor público nomeado?
Público
Meus questionamentos são públicos, Sr. Promotor e não são genefluxo ante o Poder, caso contrário não seríamos um veículo de comunicação com responsabilidades sociais. Não tememos a Vendetta, nem do MPE, assim como de qualquer ente estatal. Já sofremos terrivelmente nas mãos de integrantes do Judiciário, como a Juiza que assentou praça sobre decisão que poderia nos ressarcir de danos morais, praticado pelos seguidores do Alcaide. Nó, nôs pautamos pelos princípios da ética jornalística, pelo estrito cumprimento da Lei e pela Justiça.
Na próxima, a questão do Alvará deste Jornal.
