Chutando cachorro morto - Coluna Conjuntura
- Escrito por Ely Leal
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Evidente que não estamos chamando ninguém de “cachorro”. Trata-se, por óbvio de um dito popular que significa criticar alguém que já está sendo muito criticado, neste caso.
Manoel Nogueira, vulgo Messias di Caprio perdeu a condição de representar a população de Primavera do Leste. Seus casos rumorosos e sua condição de investigado, tiraram dele o fundamento da representação popular.
Mas a Câmara Municipal é o antro da impunidade. É a casa das aparências, da enganação, do engodo e das negociatas. Alí, Um vereador já foi pego comprando drogas usando celular da casa. No lugar de ser enquadro e perder o mandado de Parlamentar por indiscutível quebra de decoro parlamentar, foi brindado coma Presidência do Legislativo e no exercício desta viu-se obrigado a fazer um teste em clinica para demonstrar que não estava mais usando drogas. O ex Vereador Felipe Nogueira, que alias, voluntariamente abandonou a vida pública.
Agora Messias di Caprio, que teve a casa cercada, arrombada, o gabinete vasculhado pela autoridade policial e ninguém se manifesta. Messias di Caprio deve perder o mandato. Não porque seja culpado. Isso é com a Justiça. Messias di Caprio deve ser julgado por seus pares, politicamente e perder o mandado por ter exposto o parlamento de maneira vexaminosa e exposto todos os vereadores ao descrédito. São poucos os primaverenses que acreditam no trabalho dos atuais legisladores.
Óbvio que tem alguns que estão alí trabalhando de conforma determinada. São eficientes. Mas a casa é julgada pela ação de seu colegiado. De seu todo. E o todo da Câmara é deprimente.
Ninguém é obrigado a ser candidato, mas se foi e acabou eleito, tem obrigações morais, legais e judiciais perante a sociedade.
Pode-se criticar o vereador Presidente Atual Josafá pelas indicações do fim do mundo. Ele faz indicação de tudo. Particularmente acho isso uma aberração, mas vá lá. Não está fazendo nada de degradante. É uma pratica política. Pode-se criticar vários vereadores pela forma como conduzem seus mandatos. Mas isso é do jogo político. O fato com Messias di Caprio é diferente disso. Messias perdeu a condição de representar o povo e isso não é jogo político. É investigação da Policia por suposta prática de desviar recursos públicos. Ao menos é isso que se propõem a operação Karcharias.
Não importa o que ele faça ou diga. Seu problema não é Zeliz. Não é seus pares. Não é o Fabio, não é Douglas e muito menos a atuação da Imprensa. O Problema de Messias di Caprio é com o Delegado. Com a Polícia. É com o Ministério Público. Com a Lei. É lá que ele vai ter que se defender.
O silêncio de seus pares é ensurdecer pois grita aos ouvidos da sociedade o acobertamento, o espírito de corpo e a conivência com o errado.
Ely Leal - É jornalista e Radialista e editor chefe do grupo CORREIO DA CIDADE MT
