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Ely Leal

Ely Leal

São Paulo fica no empate e de fora do G4

O São Paulo desperdiçou na noite desta quinta-feira a chance de ingressar no G4 do Campeonato Brasileiro. No primeiro dos cinco desafios de André Jardine até o fim do ano, o Tricolor paulista não conseguiu apresentar o bom futebol almejado pelo técnico interino e ainda precisou de um gol contra para empatar com o Grêmio por 1 a 1, no Morumbi.

Com o resultado, o quarto empate nos últimos cinco jogos, o São Paulo permaneceu no quinto lugar, fora da zona de classificação à fase de grupos da próxima Copa Libertadores, portanto. O time soma os mesmos 59 pontos do quarto colocado Grêmio, mas tem uma vitória a menos (16 a 15).

Pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo enfrenta o Cruzeiro no próximo domingo, às 19 horas (de Brasília), no Morumbi. No mesmo dia e horário, o Grêmio recebe a desesperada Chapecoense em sua arena, em Porto Alegre.

Como já se esperava, Jardine mexeu no time para o duelo decisivo. Com Diego Souza e Gonzalo Carneiro lesionados, ele colocou Helinho pela primeira vez como titular e começou com Tréllez no comando do ataque. Nenê, reserva nos últimos quatro jogos, ganhou nova chance na armação, e Everton voltou a aparecer entre os 11 iniciais após quase dois meses.

E o São Paulo por pouco não abriu o placar antes de o relógio marcar um minuto de bola rolando. Após cruzamento de Reinaldo, a bola sobrou para Helinho, que bateu de primeira da entrada da área, tirando tinta da trave direita. Para frear o ímpeto inicial do São Paulo, o Grêmio trocou passes de lado à exaustão, mas sem ameaçar a meta de Jean.

Com dificuldades para entrar na defesa gaúcha, o Tricolor paulista passou apostar em cruzamentos, a maioria deles cortados pelos zagueiros do Grêmio. O time visitante, por sua vez, não conseguia encaixar seus contra-ataques, pois Everton era bem marcado por Arboleda.

O jogo só foi melhorar no fim do primeiro tempo. Aos 42 minutos, Helinho tocou de letra para Tréllez, que bateu cruzado. O chute, porém, saiu fraco, e Paulo Victor defendeu. Pouco depois, após cobrança de falta, Everton pegou o rebote, mas mandou por cima. A resposta veio logo em seguida, com Everton, que exigiu grande defesa de Jean em arremate de fora da área.

O Grêmio voltou melhor para a etapa complementar e teve a primeira chance de gol. Aos sete minutos, após saída de bola errada do São Paulo, Jean Pyerre saiu livre e bateu por cima de Jean. Ligado no lance, Arboleda tirou praticamente em cima da linha.

O equatoriano, contudo, só adiou o golpe que seria desferido pouco depois. Aos 11 minutos, Madson tabelou com Ramiro pela direita e cruzou na medida para Everton na segunda trave. O atacante venceu Bruno Peres pelo alto e testou sem chances de defesa para Jean, abrindo o placar para a equipe dirigida por Renato Gaúcho.

Vendo seu time ficar nervoso em campo, Jardine fez duas alterações simultâneas: entraram Antony (estreante no profissional) e Shaylon nos lugares de Helinho e Nenê. Mas foi um jogador do Grêmio quem balançou as redes para o São Paulo. Aos 28 minutos, após cruzamento de Everton, Michel se antecipou a Paulo Victor e testou contra a própria meta, empatando a partida.

A partir de então, o Grêmio sentiu o gol e não voltou a ameaçar a meta defendida por Jean. O São Paulo, por sua vez, tentou pressionar na base do abafa e dos cruzamentos, mas não conseguiu furar a retranca gaúcha e chegou ao seu quarto empate nos últimos cinco jogos.

FICHA TÉCNICA - SÃO PAULO 1 X 1 GRÊMIO

Local: Estádio Morumbi  

Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE) - Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Marcelino Castro de Nazare (PE)

Público: 24.757 torcedores - Renda: R$ 759.161,00

Cartão Amarelo: Nenê (São Paulo);Everton e Jael (Grêmio)

SÃO PAULO: Jean; Bruno Peres, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Hudson (Liziero) e Nenê (Shaylon); Helinho (Antony), Everton e Tréllez - Técnico: André Jardine (interino)

GRÊMIO: Paulo Victor; Madson, Geromel, Paulo Miranda (Matheus Henrique) e Bruno Cortez; Michel, Maicon (Cícero), Ramiro, Jean Pyerre (Alisson) e Everton; Jael - Técnico: Renato Gaúcho

Flamengo ganha do Santos no Maracanã

O Flamengo venceu o Santos por 1 a 0 na tarde desta quinta-feira, no Maracanã, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi marcado por Henrique Dourado, ex-Peixe, no segundo tempo. O maior “vilão” foi Gabigol. Pouco antes do Rubro-Negro abrir o placar, Gabigol vacilou ao desperdiçar chance incrível na pequena área para defesa de César. E no fim, aos 43, o camisa 10 teve pênalti defendido pelo goleiro flamenguista.

Com a vitória, o Flamengo ainda sonha com o título. Os cariocas pulam para a segunda colocação, com 63 pontos, sete atrás do Palmeiras, a quatro rodadas do fim. O Peixe estaciona nos 46 depois de três derrotas seguidas e agora é o nono, mais longe da Libertadores de 2019.

Na próxima rodada, o Rubro-Negro visitará o Sport, domingo, na Ilha do Retiro. No mesmo dia, o Santos enfrentará o América-MG no Independência.

O cenário do primeiro minuto foi o mesmo do último: Flamengo com a posse de bola e o controle do jogo. O Santos todo no campo de defesa, à espera do contra-ataque. O Rubro-Negro, porém, não conseguiu infiltrar na defesa do Peixe e só levou perigo em finalizações de fora da área, principalmente com Vitinho e Diego. O Alvinegro não encaixou um bom contra-ataque sequer. Antes da bola rolar, o técnico Cuca falou sobre a expectativa de um “jogão”. Na prática, a etapa inicial deu sono.

O segundo tempo foi diferente. Sem Arthur Gomes e com Jean Mota no meio-campo, o Santos passou a ser mais organizado, com maior participação no campo de ataque. O Peixe foi ganhando campo, “gostando do jogo” e teve a melhor chance da partida aos 20. Diego Pituca encontrou Bruno Henrique livre pela esquerda, o atacante cruzou bem e Gabigol, sozinho na pequena área, chutou em cima do goleiro César.

E, na sequência, duas máximas do futebol entraram em ação: “o quem não faz toma” e a “Lei do Ex”. O Flamengo aproveitou a primeira grande oportunidade, quando Diego quebrou o sistema defensivo com lançamento para Berrío aos 27. Jean Mota e Victor Ferraz cochilaram antes de Henrique Dourado, ex-Santos, abrir o placar. E aos 43, Gabigol teve a chance de se redimir. O atacante sofreu e bateu pênalti, mas parou no goleiro César. O Flamengo venceu o Santos em dia ruim do artilheiro do Campeonato Brasileiro.

 

FICHA TÉCNICA

Flamengo 1 x 0 Santos

Local: Maracanã, no Rio - Horário: 17h (de Brasília)

 

Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR) - Assistentes: Luciano Roggenbaun e Luiz H Souza Santos Renesto

 

Público e renda: 46.067/R$ 1.136.024

Cartões amarelos: FLAMENGO: Rodinei. SANTOS: Yuri, Alison, Gabigol, Jean Mota e Gustavo Henrique

GOL -  Flamengo: Henrique Dourado, aos 27 minutos do 2T;

FLAMENGO: César; Rodinei, Réver, Léo Duarte e Pará; Cuellar, Rômulo (Jean Lucas), Diego e Everton Ribeiro; Vitinho (Berrío) e Uribe (Henrique Dourado)- Técnico: Dorival Júnior

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Yuri, Gustavo Henrique e Dodô (Renato); Alison (Eduardo Sasha), Pituca e Arthur Gomes (Jean Mota); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabigol - Técnico: Cuca

Tensão marca 1º depoimento de Lula sobre sítio

O primeiro interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, com a substituta do juiz Sérgio Moro, a juíza federal Gabriela Hardt, foi marcado por um clima de tensão. Na audiência, que durou ontem quase três horas, a magistrada chegou a advertir o petista logo no início do depoimento. Foi a primeira vez que o ex-presidente deixou a Superintendência da Polícia Federal desde que foi preso, em 7 de abril, após ser condenado em segunda instância no processo que envolve o triplex do Guarujá.

Nesta ação, o ex-presidente - que disse ontem que não sabia do que era acusado e alegou ser vítima de uma "farsa" - é réu no caso do sítio de Atibaia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, o petista recebeu propina das empreiteiras OAS e Odebrecht por meio de reformas no sítio, que está em nome do empresário Fernando Bittar, também réu na ação - ao todo são 13 acusados. As obras teriam custado cerca de R$ 1 milhão.

"O senhor sabe do que está sendo acusado?", questionou a juíza, seguindo o rito dos interrogatórios a que são submetidos todos os réus. "Não", respondeu o petista, para, em seguida, dizer que estava disposto a responder a toda e qualquer pergunta. "Eu sou dono do sítio ou não?", questionou.

"Isso é o senhor que tem que responder e não eu", rebateu Gabriela. "E eu não estou sendo interrogada nesse momento." Após ser interrompida por Lula, que insistia em fazer perguntas, a juíza afirmou: "Senhor ex-presidente, se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema."

Tanto os delatores da Odebrecht como o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, afirmaram em juízo que executaram serviços em benefício do petista. Pinheiro chegou a dizer que o sítio era de Lula, o que ex-presidente nega.

Na segunda-feira passada, Bittar havia dito a Gabriela que a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em fevereiro de 2017, "ia tocar a obra" no sítio e o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, faria a reforma. Segundo Bittar, Marisa "tinha autonomia" para coordenar as obras.

As reformas do sítio teriam sido feitas em três etapas. A primeira, sob comando de Bumlai no valor de R$ 150 mil, a segunda da Odebrecht, de R$ 700 mil - ambas em 2010 - e uma terceira obra na cozinha, pela OAS, de R$ 170 mil - em 2014 -, em um total de R$ 1,02 milhão.

"Agora ficou fácil citar o nome da dona Marisa, porque ela morreu", afirmou Lula. "Tenho muita dúvida se dona Marisa pediu para fazer a reforma. Tenho muita dúvida. Como ela não está aqui para se explicar, eu fico com a minha dúvida."

Lula disse ainda que "tem a tranquilidade de dizer que não sabe quanto custou a reforma". Segundo ele, só "quem pode dizer isso é quem é o dono do sítio."

O petista também se exaltou quando foi questionado sobre propinas pagas no âmbito de contratos da Petrobrás e a criação de um suposto caixa do PT, que teria sido administrado pelo ex-tesoureiro da sigla João Vaccari.

"O senhor não acredita, mas foi lhe dito nos outros depoimentos sobre quantidades de valores devolvidos por diretores e gerentes da Petrobrás relativos a propinas e os valores em contas bloqueadas de políticos no exterior", afirmou Gabriela. Lula respondeu: "Aí é caixa deles, na verdade eles ganhavam um prêmio. Nunca foi tão fácil ser ladrão nesse País. Você rouba, aí depois faz a delação e fica com um terço do roubo ou dois terços do roubo".

A juíza reagiu quando Lula sugeriu amizade entre Sérgio Moro e o doleiro Alberto Youssef, delator das Operações Lava Jato e Banestado. "Ele não vai fazer acusações a meu colega aqui", disse.

Acusações rebatidas

Em nota divulgada ontem, o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, disse que durante seu depoimento o petista "demonstrou perplexidade" e reforçou "indignação por estar preso sem ter cometido crime".

"Lula apresentou em seu depoimento a perplexidade de estar sendo acusado pelo recebimento de reformas em um sítio situado em Atibaia que, em verdade, não têm qualquer vínculo com a Petrobrás e que pertence de fato e de direito à família Bittar, conforme farta documentação constante no processo", escreveu o advogado.

Na sequência, o advogado afirma que Lula - "preso sem ter cometido qualquer crime" - estaria "sofrendo uma perseguição judicial por motivação política materializada em diversas acusações ofensivas e despropositadas para alguém que governou atendendo exclusivamente aos interesses do País".

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Deputado cobra nomes e diz que Zeca prevarica

O deputado estadual Max Russi (PSB) cobrou que o deputado Zeca Viana (PDT) divulgue os nomes dos parlamentares que teriam supostamente recebido propina para fraudar os relatórios finais das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Cooperativa e Renúncia e Sonegação Fiscal, em 2014 e 2016, respectivamente.

A acusação foi feita por Viana nesta quarta-feira (14), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa. Na ocasião, o deputado disse que os membros de ambas as comissões receberam propina “para esconder os dados, fraudar os laudos e o relatório final e proteger um ou dois megaempresários do agro deste Estado”.

Membro da CPI da Renúncia, o deputado Max Russi afirmou que o relatório final da CPI apontou que o total de R$ 1,781 bilhão foi sonegado por empresas e cooperativas beneficiadas em programas de incentivos fiscais, entre os anos de 2011 e 2014.

Ele disse ainda que todo o trabalho desenvolvido foi encaminhado aos órgãos de controle. Por essa razão, cobrou que Zeca Viana apresentasse os nomes dos supostos beneficiários de propina.

“O relatório da CPI apurou mais de um bilhão de sonegação. Isso foi mandado pros órgãos de controle. Agora não sei o andamento. Mas ele tem que dar nomes aos bois, né. Pedir pra ele quem são os nomes. É fácil falar genérico”, disse Max Russi.

Além de Russi, eram membros da comissão os deputados Wilson Santos (PSDB) e Gilmar Fabris (PSDB) e também os ex-deputados Zé do Pátio (SD) e Emanuel Pinheiro (MDB), hoje prefeitos de Rondonópolis e Cuiabá, respectivamente.

A única pessoa que Zeca Viana “excluiu” da suposta propina foi Wilson Santos, que o questionou no momento em que ele fez a acusação. Para Russi, é “fácil” acusar sem provas, principalmente no caso de Viana, que não retorna para a próxima legislatura.

“Ele tá indo embora né. Fácil isso. Só acho que tem que falar nomes. Daí sim é uma denúncia. Ele tá indo embora né. Fácil isso. Tem que falar nomes. Simples. E fazer a denúncia aos órgãos de controle. Senão está prevaricando”, encerrou.

Além dos membros da CPI da Renúncia, foram acusados os ex-deputados José Riva, Alexandre César (PT), Jota Barreto (PR), Emanuel Pinheiro e o atual deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM), que fizeram parte da CPI das Cooperativas.

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