Banner Superior
Politica Estadual

Politica Estadual (916)

Renata Viana e mais dois, cotados para assumir o PDT em Mato Grosso

Após a derrota acachapante que sofreu nas urnas no último dia 07, o deputado estadual Zeca Viana ensaia o discurso para deixar o comando da sigla no estado. Pressionado pela direção nacional do partido (por ter declarado apoio a Jair Bolsonaro quando a legenda disputava a Presidência com Ciro Gomes) o faltoso deputado perdeu espaço junto a Executiva nacional, onde já estava desgastado. Somou-se a isso a votação decepcionante que teve ao tentar o 3º mandato.

Três nomes estão cotados para assumir o PDT em Mato Grosso. Renata Viana, que é Secretária Geral do partido no estado e tem ligações próximas com a executiva nacional. Allan Kardec que é o único deputado eleito pelo PDT para a Assembleia e por ter sido filiado ao PT é muito mais próximo do pensamento da legenda a nível nacional e Otaviano Piveta, que voltou ao PDT e está eleito como vice-governador.

Conforme antecipou o CORREIO DA CIDADE MT, Zeca Viana vai continuar a fazer politica, principalmente através das redes sociais onde  financia um grupo de pessoas com o objetivo de atacar e difamar todos os políticos que ele não gosta, principalmente em um determinado grupo de whatsapp.

Seu propósito é caluniar o Prefeito Léo Bortolin a quem xinga de forma doidivanas desde o dia seguinte a derrota nas eleições suplementares, conforme áudio divulgado neste Jornal na época, durante entrevista para uma emissora de rádio em Cuiabá.

Perdendo espaço, credibilidade e força na politica estadual com Zeca Viana, o PDT vai mudar para participar do governo estadual de Mauro Mendes, sem correr o risco de ataques do atual Presidente como aconteceu na relação dele com o governador Pedro Taques, que de aliado virou inimigo.

Ely Leal - Redação

MT - Em 9 meses, 61 mulheres assassinadas e 14 mil ameaçadas

Entre janeiro a setembro deste ano, 61 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso. Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) de Mato Grosso. Os casos são classificados como homicídios e não são tipificados como feminicídios.

O levantamento da Sesp diz que os dados são iguais ao do mesmo período de 2017, quando 61 mulheres também foram assassinadas.

Somente no mês de setembro, oito mulheres foram assassinadas. Na maioria dos casos, conforme divulgação das forças de segurança, os autores dos crimes são os próprios maridos, namorados ou ex-namorados.

Crimes

Em setembro, alguns casos chocaram os moradores: Jakielly Pontes da Silva, de 25 anos, foi encontrada morta na BR-364, em Jaciara, a 142 km de Cuiabá, depois que saiu do trabalho.

A investigação apontou Tiago Floriano de Paula, de 30 anos, dono de um lava a jato na cidade e que teve um relacionamento com Jakielly, como o mandante do crime. Ele não queria reconhecer a paternidade do filho que teve com a vítima.

Segundo a Polícia Militar, Andressa da Silva Targa, de 21 anos, foi morta pelo marido dela, Josenildo Silva do Nascimento, de 27 anos. O suspeito fugiu após o crime e não foi encontrado. O crime ocorreu em Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá. A sogra da vítima explicou que o relacionamento deles não estava dando certo.

Também contou que naquele dia Andressa sairia de casa por causa do desentendimento no casamento. Uma bolsa com vários pertences foi deixada pronta na casa.

Em julho, 47 mulheres foram assassinadas. Em agosto, foram 53 mortas, conforme levantamento da Sesp.

O levantamento aponta que 14,8 mil mulheres foram vítimas de algum tipo de ameaça. Outras 7,3 mil sofreram algum tipo de agressão física. Ainda, 178 foram estupradas e outras 112 foram vítimas de tentativa de violência sexual.

Dados de 2017

Os casos de feminicídio em 2017 aumentaram 55,1% em Mato Grosso em comparação com os crimes registrados em 2016, segundo o 12º Anuário Brasileiro de Segurança. Os números foram compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgados no mês de agosto.

Ao todo, o estado registrou 76 casos de feminicídio em 2017. No ano anterior, 49 crimes tipificados como feminicídio.

Segurança e patrulhamento

A secretaria disse que o governo avançou na implantação de redes de proteção em alguns municípios, com a integração entre órgãos de segurança, judiciário e de assistência psicossocial, e das patrulhas Maria da Penha em Rondonópolis, Barra do Garças e Sinop.

Em Cuiabá, a Polícia Militar lançou na última quinta-feira (11) o projeto da 'Patrulha Maria da Penha' em Cuiabá. O projeto vai contar com uma viatura caracterizada e com policiais que vão visitar regularmente mulheres que tiverem requerido medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (11.340/2006).

O primeiro bairro a ser atendido será o Dom Aquino, por concentrar o maior número de medidas protetivas requeridas. De acordo com levantamento da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, até agosto de 2018 havia 22 medidas.

fonte: G1-MT

Para MPE, Paulo Taques era "dono" da Grampolândia

Ao apresentar suas alegações finais no caso das interceptações ilegais implantadas no âmbito do Governo Estadual, mais preciso, na Polícia Militar, o Ministério Público Estadual (MPE) deixou claro, em diversos trechos, a desconfiança de que o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, esteja envolvido no esquema. Isso porque, segundo depoimento do operador do sistema, cabo Gerson Corrêa, Paulo – que é primo do governador Pedro Taques (PSDB) – foi financiador da implantação do setor de interceptações. O documento foi assinado no último dia 3 de outubro pelo promotor Allan Sidney do Ó Souza.

De acordo com o depoimento, Paulo Taques patrocinou a instalação do núcleo de espionagem com R$ 50 mil, entregues ao coronel Evandro Lesco, em companhia de Gerson, que esteve presente na função de segurança. “[...] nós fomos até o bairro Consil, num escritório, onde era... uma casa, não sei escritório, estou repetindo, mas onde o Paulo Taques laborava, atuava, e pegamos os cinquenta mil reais(...) O Paulo Taques entregou pro coronel Lesco, eu fui mais como segurança, na verdade. Pegamos esse dinheiro e começamos a comprar, adquirir. Comprei, peguei dinheiro e fui comprando o que precisava”, diz trecho do depoimento de Gerson destacado pelo MPE em suas alegações finais.

Além dos R$ 50 mil, Gerson ainda alegou ter recebido das mãos de Paulo Taques o valor aproximado de R$ 34 mil quando o núcleo substituiu o sistema Wytron, primeiro módulo de escuta das interceptações telefônicas, pelo sistema Sentinela.

Em outro trecho do documento, o Ministério Público, ao mencionar a importância da participação do coronel Evandro Lesco no esquema, cita que o ex-secretário-chefe pode ser, inclusive, o dono de todo o esquema. “[...] a participação do acusado cel PM Evandro Alexandre Ferraz Lesco foi primordial, quiçá, conditio sine qua non para a materialização do “Núcleo de Inteligência”, pois (...) foi o responsável direto pela captação dos recursos financeiros advindos do colaborador (se não o próprio dono do núcleo) Paulo Zamar Taques”, pontuou.

O caso veio à tona após o promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança da gestão Pedro Taques, Mauro Zaque, denunciar a existência de um núcleo ilegal no âmbito da Polícia Militar de Mato Grosso. Na época, Zaque afirmou que, desde que tomou conhecimento, alertou o governador sobre a existência do setor, informação que teria sido ignorada pelo chefe do Executivo.

O escândalo foi veiculado nacionalmente pela Rede Globo. Entre as pessoas grampeadas ilegalmente, jornalistas, advogados, médicos, empresários e políticos adversários ao governador. Os grampos foram implantados em 2014, quando Taques ainda era candidato ao Governo.

Na manifestação final, o MPE pediu a condenação do cabo Gerson e dos coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco. Além disso, o órgão se manifestou pela absolvição do coronel Ronelson Barros e do tenente-coronel Januário Batista, uma vez que não há provas de que tenham agido sem ordem superior.

Desembargador Carlos Alberto é eleito presidente do TJMT

Os desembargadores Carlos Alberto Alves da Rocha e Maria Helena Gargaglione Póvoas foram eleitos presidente e vice-presidente, respectivamente, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Luiz Ferreira da Silva o corregedor-geral da Justiça para o biênio 2019/2020. Os magistrados foram eleitos por aclamação, na manhã da quinta-feira (11), durante sessão administrativa ordinária do Tribunal Pleno, em Cuiabá.

A decisão foi unânime após a desistência do desembargador José Zuquim Nogueira à candidatura para o cargo de corregedor-geral da Justiça.

A cerimônia de posse da nova diretoria eleita será realizada no dia 19 de dezembro e a entrada em exercício nos respectivos cargos de direção se dará em 1º de janeiro de 2019.

O presidente eleito, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, disse que há dificuldades a serem sanadas.

“Essa harmonia será o reflexo por onde o tribunal caminhará, pensando sempre na sua obrigação de julgar bem, sempre juntos dos juízes de Primeiro Grau, da Ordem dos Advogados e dos servidores. Sabemos das dificuldades e espero não decepcionar. Agradeço o apoio de todos”, disse o magistrado.

Momento difícil

Em dois meses, três juízes de comarcas diferentes de Mato Grosso foram vítimas de agressão no exercício da profissão. No caso mais grave, o juiz Carlos Eduardo de Moraes Filho foi baleado no ombro esquerdo dentro do Fórum de Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá, durante uma audiência de custódia.

Domingos Barros de Sá, o autor dos disparos, foi morto por um policial militar que estava no fórum.

Em outro caso, um advogado invadiu o Fórum de Paranatinga, a 411 km de Cuiabá, e agrediu o juiz Jorge Hassib Ibrahim, de 38 anos, com socos no rosto. A agressão foi registrada no dia 27 de setembro.

Homero Amilcar Nedel, de 59 anos, foi preso e ouvido na delegacia. Ele foi autuado pelos crimes de homicídio doloso na modalidade tentada, lesão corporal, desacato e coação no curso do processo.

Em Nova Monte Verde, a 920 km de Cuiabá, no dia 31 de agosto, um réu arremessou uma garrafa d'água em juiz durante o julgamento.

Odinei Batista de Jesus, de 25 anos, era julgado pelo crime de homicídio. Ao fim da leitura da sentenpça, ele estava prestes a ser algemado, quando se desvencilhou dos agentes penitenciários.

Mauro inicia transição no Paiaguás

O secretário-chefe da Casa Civil Ciro Rodolpho Gonçalves recebeu o governador eleito Mauro Mendes na tarde dessa quinta-feira (11.10) no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Ciro Rodolpho, que coordena a Comissão de Transmissão do Mandato Governamental, por parte do Governo do Estado, apresentou parte dos componentes da equipe ao governador eleito e ouviu do futuro gestor como este pretende encaminhar a transmissão.

A comissão foi instituída pelo Decreto 1.685/2018, que circulou no Diário Oficial dessa quinta-feira, e deve concluir os trabalhos em janeiro de 2019, após a posse do governador eleito. "Iniciamos o diálogo para a construção de um relacionamento republicano e transparente na transmissão das informações sobre a gestão de governo”, explicou Ciro Rodolpho.

O próximo passo é a apresentação dos nomes da equipe de transição por parte do governador eleito Mauro Mendes. Após o recebimento da relação, a Casa Civil deverá publicar o ato de instalação da Comissão e designação de seus membros em até dois dias úteis, para início imediato dos trabalhos de transmissão do mandato.

Também participaram da reunião por parte da administração estadual a procuradora-geral do Estado Gabriela Novis Neves Pereira Lima, o secretário controlador-geral do Estado José Celso Dorileo Leite e o procurador André Xavier Ferreira Pinto.

MDB fecha apoio para Janaína na Assembleia

A bancada do MDB decidiu nesta quinta-feira que irá votar em bloco na eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Os deputados estaduais novatos, Thiago Silva e o médico João José, decidiram que apoiarão a deputada estadual Janaína Riva (MDB) para ser candidata a presidência ou primeira-secretaria do Legislativo.

O MDB é o partido que possuirá a maior bancada do parlamento com três integrantes. O partido esteve na coligação que elegeu o governador Mauro Mendes (DEM).

Agro sem representação

Além das surpresas e renovações que as eleições deste ano trouxeram em Mato Grosso, um fato tem chamado atenção de analistas e políticos: a perda de representatividade do agronegócio. Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP), que é ex-governador de Mato Grosso e senador licenciado, acredita que o cenário foi gerado por falta de consenso entre representantes do setor.

Na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, poucos nomes ligados ao agronegócio foram eleitos. Neri Geller (PP) é o único deputado federal que representa o setor. Já na Assembleia, apenas o deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM) conseguiu a reeleição e Silvio Favero (PSL) foi eleito pela região norte do Estado.  

Já na disputa ao Senado, os 3 candidatos do agronegócio: Carlos Fávaro (PSD), Adilton Sachetti (PRB) e Nilson Leitão (PSDB), foram derrotados. Apenas Jayme Campos (DEM), ligado ao setor da Pecuária, conseguiu se eleger em 2º lugar. O vice-governador eleito, Otaviano Pivetta (PDT), também representa o agro, porém, sem muitas possibilidades de comando imediato.

Ao , Blairo Maggi (PP) afirmou a diminuição na representatividade ocorreu nacionalmente, e, principalmente em Mato Grosso, só se tornou real por falta de consenso do setor em focar em poucas candidaturas. 

“Em Mato Grosso surgiram novas lideranças do agronegócio. Isso é bom, mas por outro lado não se chegou a um consenso para lançar poucas candidaturas. E com uma quantidade grande de candidatos, os votos do setor foram pulverizados e que culminou na derrota de importantes lideranças”, disse Maggi. 

“Não precisava de tanta candidatura ao Senado do setor. O Nilson Leitão e o Adilton Sachetti poderiam ficar no na Câmara que ganhariam tranquilamente. Mas todos decidiram disputar ao mesmo tempo”, completou.  

Para o jornalista e analista político, Onofre Ribeiro, a redução de representatividade no Poder Legislativo ocorreu após Maggi ter anunciado sua aposentadoria sem definir quem apoiaria para o pleito do último domingo (7). “Se ele tivesse dito que o setor iria apoiar A ou B, deixaria o espaço ocupado. Mas ele deixou um vácuo”, disse o professor.  

Segundo Onofre, a postura de Maggi foi uma “senha” para que o agronegócio recuasse da sua influência política, resultando na perda de representatividade.  

“Essas derrotas que alguns parlamentares do agronegócio tiveram foi o fato do espaço deixado. Todo mundo ficou solto e ficou cada um por si. E cada um por si não tem força”, analisou. “Essas candidaturas foram individuais e não pelo agro”, completou Onofre Ribeiro ao comentar as derrotas dos deputados federais Nilson Leitão, Adilton Sachetti e do ex-vice governador Carlos Fávaro, na disputa ao Senado.  

Para o jornalista, também faltaram projetos ao setor do agronegócio. "Quando o Blairo saiu, as lideranças tinha que sentar e discutir o projeto deles. Faltou uma liderança que assumisse isso".  

Onofre Ribeiro destacou ainda o fato de as grandes empresas terem estabelecido um conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades, que são chamadas de “compliance”.

“Essas empresas até falaram que uma ou outra candidatura era do setor. Mas em eleição o apoio explicito é de votos ou de apoio financeiro. As empresas do agro não têm voto, só tem dinheiro. Então elas não transferiram votos e não colocaram dinheiro”, avaliou.  

“Só lembrar na eleição de 2014, quando se elegeu o Pedro Taques. O Eraí Maggi (PP) foi um partido político sozinho. Ele tomou posições, ele financiou, indicou. Já nestas eleições não ouviu o nome dele uma única vez na imprensa. Quer dizer, recuo total, o pessoal da Amaggi, recuo total. O Blairo evitou de vir pra Mato Grosso a eleição inteira”. 

Por fim, o analista político acredita que o debate eleitoral também não contribuiu com os candidatos do setor. “O debate girou em torno de que o agronegócio concentra muito dinheiro e que não paga impostos. O que é uma besteira. Mas isso marcou o debate”, lembrou.

Derrotado nas urnas, Taques se reúne com secretários e define transição

O governador Pedro Taques (PSDB) se reuniu com os secretários nesta terça-feira (9) para definir as regras e a formação da equipe de transição de governo. Segundo ele, um decreto deve ser publicado hoje, quarta-feira (10) para tratar desse processo, seguindo as normas estabelecidas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Pedro Taques tentou, mas não conseguiu se reeleger. Perdeu em primeiro turno para o candidato Mauro Mendes (DEM).

Durante a reunião, ele parabenizou o governador eleito e disse que a democracia venceu o pleito.

Segundo ele, a equipe de transição da atual gestão será coordenada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho Gonçalves, acompanhado dos representantes das secretarias de Fazenda, de Planejamento, de Gestão e da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

A partir da publicação do decreto, a equipe de transição do governo Taques fica à disposição do grupo indicado por Mauro Mendes.

fonte: G1-MT

MPE usará drones para fiscalizar e flagrar compra de votos nas eleições

Compra de votos, derrame de santinhos nos locais de votação, transporte irregular de eleitores e boca de urna estão entre as principais condutas que serão objeto de investigação neste domingo (07), dia das eleições. Em todo Estado, promotores eleitorais estão trabalhando em sintonia para circular nas seções eleitorais e registrar qualquer irregularidade. Na Capital, drones do projeto “Água para o Futuro”, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, serão utilizados como reforço na fiscalização.

"O VAN (Veículo Aéreo Não Tripulável ) executará uma missão pré-determinada em que serão realizadas filmagens por câmeras de alta resolução acopladas aos quadricópteros a uma altura que possibilitará a identificação de veículos e pessoas", explicou o coordenador do projeto Água para o Futuro, promotor de Justiça Gerson Barbosa.

Os cidadãos também exercem papel fundamental para o sucesso da fiscalização. Qualquer pessoa que presenciar a ocorrência de condutas vedadas pela Justiça Eleitoral podem registrar e encaminhar para os órgãos competentes. De acordo com procuradora regional Eleitoral, Cristina Melo, no MPF haverá sala de atendimento ao cidadão para o recebimento de denúncias. Ela também sugere ao eleitor que leve a sua "cola" de casa para evitar abordagens indevidas.

“Todas as pessoas que querem eleições mais limpas podem contribuir com o trabalho de fiscalização. É possível, inclusive, guardar o sigilo do denunciante, mas o fato noticiado deve trazer os elementos necessários para a identificação do responsável pela conduta irregular. Existem ainda os aplicativos , a exemplo do pardal, para encaminhamento de denúncias”, ressaltou a procuradora regional Eleitoral.

O promotor de Justiça Eleitoral, Miguel Slhessarenko Júnior, destaca que existe uma força-tarefa desde o início do ano atuando em prol das eleições. O trabalho é coordenado pela Procuradoria Regional Eleitoral, já que as eleições ocorrem em nível estadual e federal.

Ele lembra ainda que no domingo não será permitido manifestações públicas em locais de votação. “O eleitor somente poderá fazer  manifestação silenciosa e individual,  com a utilização de boné, adesivo ou camiseta. Os candidatos também não poderão adotar medidas que causem transtornos nos locais de votação”, explicou.

Atuação: O procurador-geral de Justiça, Mauro Benedito Pouso Curvo, enfatizou que, em todo o Estado, os promotores estão empenhados em contribuir para assegurar que o processo democrático ocorra com lisura e a vontade popular seja respeitada.

“Vivemos um momento muito importante que exige cautela e respeito  entre os cidadãos. Esperamos que neste domingo a vontade expressada nas urnas prevaleça e seja aceita por toda a população de forma pacífica”, ressaltou Curvo.

fonte: GD

Allan Kardec critica Piveta e Zeca por apoio a Bolsonaro

O deputado estadual Allan Kardec (PDT) lamenta o posicionamento dos correligionários Otaviano Pivetta e Zeca Viana, que já anunciaram apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no eventual segundo turno das eleições presidenciais. Afirma que segue apoiando Ciro Gomes para presidente da República e aguardará a orientação do Diretório Nacional do PDT caso o candidato da sigla não consiga avançar no processo eleitoral.

“Lamento e discordo do posicionamento do Pivetta e do Zeca. Meu candidato é Ciro Gomes e estou trabalhando para levá-lo ao segundo turno.  Caso não seja possível, vou aguardar a orientação do nacional. Dificilmente o PDT, que é um partido do campo democrático e popular, fará opção por Bolsonaro. Se isso acontecer, adianto que não acompanharei o partido”, disse Allan Kardec.

Presidente estadual do PDT, Zeca afirmou que apoiará Bolsonaro no segundo turno para impedir que o PT do presidenciável  Fernando Haddad volte ao poder. Já Pivetta, candidato a vice   de Mauro Mendes (DEM) na disputa pelo  Governo do Estado, anunciou voto no presidenciável conservador e de direita para tentar conter a repercussão causada pela entrevista em que o classifica de “comediante” e “despreparado” e evitar a perda dos votos nos seus apoiadores na chapa que compõe.

Kardec também lembra que os programas de Bolsonaro e Ciro são antagônicos, principalmente no que diz respeito à defesa da classe trabalhadora. Sustenta que enquanto o PDT defende os direitos trabalhistas, o PSL questiona as conquistas históricas dos trabalhadores brasileiros.

“O trabalhismo defendido pelo PDT historicamente se coloca ao lado dos trabalhadores. Enquanto isso, a campanha do Bolsonaro questiona o 13º salário, o adicional de férias e sinaliza aumento o Imposto de Renda dos que ganham menos. Não existe possibilidade de convergir com isso”, completou.

Além disso, Kardec faz referencia a memória de Leonel Brizola, líder máximo do PDT falecido em 2004. Isso porque o dirigente foi perseguido pela ditadura civil militar reivindicada por Bolsonaro e ficou 10 anos no exílio até a anistia em 1979.

“O apoio de pedetistas a Bolsonaro, que defende a ditadura, agride a memória do nosso líder Leonel Brizola. Acredito que o presidente nacional do PDT Carlos Lupi e o Ciro Gomes não aceitarão apoiá-lo no possível segundo turno”, concluiu.

Candidato à reeleição, Allan Kardec chegou na Assembleia filiado ao PT. No entanto, em abril deste ano, deixou a sigla por divergências com a direção estadual e optou por se filiar ao PDT.

Assinar este feed RSS

29°C

Primavera do Leste

Parcialmente Nublado

Umidade: 70%

Ventos: 0 km/h

  • 24 Mar 2016 27°C 21°C
  • 25 Mar 2016 27°C 21°C
Banner 468 x 60 px