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Allan Kardec critica Piveta e Zeca por apoio a Bolsonaro

Filiado ao PDT desde abril, Allan Kardec aparece ao lado de Carlos Lupi e Zeca Viana, presidentes nacional e regional Filiado ao PDT desde abril, Allan Kardec aparece ao lado de Carlos Lupi e Zeca Viana, presidentes nacional e regional

O deputado estadual Allan Kardec (PDT) lamenta o posicionamento dos correligionários Otaviano Pivetta e Zeca Viana, que já anunciaram apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no eventual segundo turno das eleições presidenciais. Afirma que segue apoiando Ciro Gomes para presidente da República e aguardará a orientação do Diretório Nacional do PDT caso o candidato da sigla não consiga avançar no processo eleitoral.

“Lamento e discordo do posicionamento do Pivetta e do Zeca. Meu candidato é Ciro Gomes e estou trabalhando para levá-lo ao segundo turno.  Caso não seja possível, vou aguardar a orientação do nacional. Dificilmente o PDT, que é um partido do campo democrático e popular, fará opção por Bolsonaro. Se isso acontecer, adianto que não acompanharei o partido”, disse Allan Kardec.

Presidente estadual do PDT, Zeca afirmou que apoiará Bolsonaro no segundo turno para impedir que o PT do presidenciável  Fernando Haddad volte ao poder. Já Pivetta, candidato a vice   de Mauro Mendes (DEM) na disputa pelo  Governo do Estado, anunciou voto no presidenciável conservador e de direita para tentar conter a repercussão causada pela entrevista em que o classifica de “comediante” e “despreparado” e evitar a perda dos votos nos seus apoiadores na chapa que compõe.

Kardec também lembra que os programas de Bolsonaro e Ciro são antagônicos, principalmente no que diz respeito à defesa da classe trabalhadora. Sustenta que enquanto o PDT defende os direitos trabalhistas, o PSL questiona as conquistas históricas dos trabalhadores brasileiros.

“O trabalhismo defendido pelo PDT historicamente se coloca ao lado dos trabalhadores. Enquanto isso, a campanha do Bolsonaro questiona o 13º salário, o adicional de férias e sinaliza aumento o Imposto de Renda dos que ganham menos. Não existe possibilidade de convergir com isso”, completou.

Além disso, Kardec faz referencia a memória de Leonel Brizola, líder máximo do PDT falecido em 2004. Isso porque o dirigente foi perseguido pela ditadura civil militar reivindicada por Bolsonaro e ficou 10 anos no exílio até a anistia em 1979.

“O apoio de pedetistas a Bolsonaro, que defende a ditadura, agride a memória do nosso líder Leonel Brizola. Acredito que o presidente nacional do PDT Carlos Lupi e o Ciro Gomes não aceitarão apoiá-lo no possível segundo turno”, concluiu.

Candidato à reeleição, Allan Kardec chegou na Assembleia filiado ao PT. No entanto, em abril deste ano, deixou a sigla por divergências com a direção estadual e optou por se filiar ao PDT.

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