Banner Superior

Taques pagou R$ 25 mi a empreiteiras no final de 2017, e R$ 90 milhões antes do Natal

No dia 27/12 do ano passado, apagar das luzes de 2017, o governador Pedro Taques chamou os empreiteiros para uma reunião, no auditório Clóves Vetorato. De acordo com a fonte do MPopular, participaram da reunião o ex-secretário de Fazenda, Gustavo Oliveira; De Infra-estrutura, Marcelo Duarte; Da Casa Civil, Max Russi, e os deputados empresários da construção civil Eduardo Botelho e Nininho Bortolini.

Na plateia duas dezenas de empresários da construção civil com vários meses de pagamentos de medições de obras públicas em atraso, que antes da reunião estavam dando murro em mesa, mas depois que o governador chegou, ficaram ‘pianinho’.

O governador agradece a confiança no seu governo, a paciência e a dedicação das empresas nas obras. Disse que todos irão se surpreender com ele em 2018 e que é candidato à reeleição.

Foi quase um pedido de apoio para sua recandidatura. E arremata dizendo que à partir daquela noite começariam os pagamentos dos empreiteiros no montante de 90 milhões de um total de passivo de 120 milhões. Na prática, uma compra de apoio.

Disse mais o governador: que havia grande possibilidade de que os 30 milhões restantes seriam liquidadas no dia 29, último dia útil do ano. Finalizou dizendo que fez questão de anunciar pessoalmente o pagamento e desejou ótimo 2018 a todos.

O Day After...

Em pesquisa realizada pelo MPopular, descobriu-se que os pagamentos começaram ser feitos naquele mesmo dia da reunião. E no dia seguinte, realmente foram creditados mais recursos nas contas dos empreiteiros, mas não no montante anunciado, ou pelo menos isso que deixa claro o levantamento feito no Fiplan referente aos pagamentos realizados nos dias 27 e 28/12.

Ao todo foram pagos R$ 25,7 milhões aos empreiteiros entre o dia da reunião e o seguinte. Alguns poucos ‘eleitos’ presentes no encontro do dia anterior com o governador encontraram suas contas bancárias com saldo positivo. Foram liquidados cerca de R$ 10 milhões no dia 28, R$ 15 milhões no dia 27 (mesmo dia da reunião) e 5 milhões no dia 29, revela o Fiplan.

Dinheiro do FUNDEB?

Curiosamente, os recursos do Fundeb foram creditados na conta do governo alguns dias antes do final do ano, o que bate exatamente com a data dos pagamentos das empreiteiras. Suspeita a Associação Mato-grossense dos Municípios, que o governo repôs o rombo do fundeb com recursos do FEX. Para a associação, o dinheiro teria sido usado em outras áreas do estado e foi reposto só depois. Para alguns analistas econômicos, o governo teria pago empreiteiros com dinheiro do Fundeb, o que não é possível se comprovar.

Curiosamente, após tanto embaraço, o Secretário de Fazenda, Gustavo de Oliveira, pede demissão do cargo.

Quem levou a bolada?

No frigir dos ovos, nem todos os empreiteiros foram agraciados, ou pelo menos o movimento não foi registrado na contabilidade do Estado, ainda. No dia 28, apenas a empresa G. de Almeida Brito levou uma bolada de R$ 8,8 milhões, A São Valentin, Empórium, Nhambiquara e Tripolo arrastaram outros R$ 2,5 milhões. Além dos quase R$ 15 milhões que tinham sido pagos no mesmo dia da reunião a outras empreiteiras, principalmente a Juruena, que levou no mesmo dia 12,1 milhões. A movimentação do dia 29 não foi possível verificar.

Mas há ainda a suspeita de que o governo tenha saldado a promessa dos empreiteiros (R$ 90 milhões) com Nota Extra Orçamentária (NEX), que é um pagamento feito por um gerente do banco ao credor, com a autorização expressa de um secretário ou do próprio governador. A NEX foi normatizada pelo próprio Pedro Taques em setembro de 2015, primeiro ano de seu governo, após denúncia feita no Muvuca Popular, por ser irregular.

Taques estava pagando mais empreiteiras através de (NEX) em oito meses de governo, do que Silval em um ano. Então Taques editou o decreto 267 no dia 28/09/2015, onde instituiu o ‘regime de cautela no FIPLAN’, ou seja, a secretaria que furasse a fila de pagamentos, e deixasse de registrar na contabilidade as ordens de pagamento bancário, ou deixasse de regularizar as NEX, no máximo em três dias teria seu fluxo orçamentário-financeiro suspenso.

Mas e daí o decreto, se o próprio governador estava garantindo, pessoalmente na reunião do dia 27, o pagamento de R$ 90 milhões aos empreiteiros ‘à partir daquela noite’?!

 

O resultado dessa farra só saberemos após abrir o orçamento de 2018 e todos os NEX forem regularizados junto ao Fiplan. Ou se vingar um pedido de CPI do Fundeb proposto pelo deputado Valdir Barranco. Ainda é possível uma investigação pelo Ministério Público ou o próprio Tribunal de Contas.

fonte:muvucapopular

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

29°C

Primavera do Leste

Parcialmente Nublado

Umidade: 70%

Ventos: 0 km/h

  • 24 Mar 2016 27°C 21°C
  • 25 Mar 2016 27°C 21°C
Banner 468 x 60 px