Coerência afinal. Vereador prepara projeto para reduzir duodécimo da Câmara
- Escrito por Ely Leal
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Se o índice estivesse em vigor hoje, economia seria de R$ 2,4 milhões por ano ou R$ 5,6 milhões no mandato
Depois da jogada política matreira do vereador Manoel Nogueira, com o apoio do Presidente Josafá Martins, que queria reduzir a quantidade de vereadores, dos atuais 15 para 11 ou 13, e ficar com os mesmos 7% da arrecadação municipal como duodécimo, onde além de reduzir a representatividade, o objetivo era ter mais dinheiro para menos vereadores, aprece que finalmente a coerência e o bom senso devem prevalecer na matéria “Câmara Menos Perdulária”.
Um vereador integrante da base aliada do Alcaide mas com atuação independente, aproveitou a 2º férias do ano no Legislativo para preparar um projeto de Lei que deverá ser apresentado nas primeira sessões do retorno, após as férias.
Reduzir o duodécimo da câmara, dos atuais, 7% para 5% ou 4% da arrecadação.
“O que precisa acabar é o desperdício. O excesso de dinheiro. Não a representatividade da população”, diz este parlamentar que pede por hora, anonimato, para não sofrer retaliações de seus pares.
“Fizemos todas as contas e dá perfeitamente para gerir o parlamento com 4% ou 5% de índice do duodécimo. Basta uma pequena redução nas despesas, principalmente dos cargos comissionados”, analisa ele.
A conta é bastante simples.
O duodécimo hoje já ultrapassa os R$ 750.000,00 mensais. No início do ano era de R$ 690.000,00
Se aprovado com 4%, ficaria em torno de R$ 430.000,00 mensais.
Se aprovado com 5%, ficaria em torno de R$ 540.000,00 mensais.
A folha de pagamento hoje, gira em torno de R$ 350.00,00 mensais. Com algum critério e lisura, pode-se reduzir para R$ 280.000,00, principalmente porque a maior parte da folha atual vai para os cargos comissionados.
Se a medida estivesse em vigor hoje, seriam aproximadamente R$ 200.000,00 mensais a menos para a Câmara. No ano R$ 2,4 milhões. Durante um mandato de 4 anos, a economia seria de R$ 5,6 milhões.
Só que ao invés de propor a devolução deste dinheiro ao final de cada ano, como querem os defensores da tese de menos vereador com mais dinheiro, a economia seria na fonte, ficaria direto na Prefeitura que escolheria onde aplicar.
“Não dá pra ficar fazendo politicagem com os recursos do povo. Nem tentando enganar as pessoas dizendo que vai haver devolução. Não vai haver devolução. Essa é a realidade. O resto é conversa politiqueira. Eles dão um jeito de gastar o dinheiro e não devolver nada. Neste ano, por exemplo, a sobra de aproximadamente R$ 1,8 milhão, vai para a reforma da Câmara”, diz o vereador que vai apresentar o projeto. “...temos que parar de pensar só no próprio bolso e pensar na cidade...” finaliza o parlamentar.
Ely Leal - Redação